A Polícia Marítima apreendeu no final da tarde de quinta-feira uma embarcação de alta velocidade (EAV) a aproximadamente 13 quilómetros da costa, a sul de Lisboa, informou esta sexta-feira a Autoridade Marítima Nacional (AMN).
Em comunicado, a AMN conta que no decurso da operação, realizada pela Polícia Marítima com o apoio da Marinha Portuguesa e em coordenação com a Polícia Judiciária, foi localizada e intercetada uma EAV sem tripulação a bordo a cerca de sete milhas náuticas (aproximadamente 13 quilómetros) da costa, a sul de Lisboa.
[Duarte Lima admite ter estado com Rosalina Ribeiro na noite em que a herdeira milionária desapareceu mas nega ter sido a última pessoa a vê-la com vida. Conta que, depois da reunião que tiveram, no Rio de Janeiro, levou a cliente até Maricá, para um encontro com uma mulher chamada Gisele. É uma versão que não bate certo com as primeiras provas recolhidas pelas autoridades brasileiras. Enquanto Duarte Lima se torna, para a polícia, o principal suspeito do homicídio, perde força a outra linha de investigação. Olímpia Feteira era inimiga assumida da antiga companheira do pai mas garante que nunca desejou a morte dela. E, ao contrário de Duarte Lima, disponibiliza-se para prestar todas as informações necessárias à polícia brasileira. Já pode ouvir o segundo episódio de “As Sombras de Duarte Lima”, o novo Podcast Plus do Observador. Está disponível no site do Observador, na Apple Podcasts, no Spotify e no Youtube.]
A embarcação foi depois rebocada para Lisboa, onde foram realizadas as respetivas diligências de investigação.
Esta é a segunda EAV apreendida em dois dias. Na quarta-feira à noite, uma lancha de alta velocidade foi detetada na barra do estuário do Tejo pela Polícia Marítima, que deteve os 11 ocupantes, numa operação coordenada com a Polícia Judiciária.
Os 11 detidos são suspeitos da prática de crimes relacionados com o tráfico de droga e apoio logístico a organizações criminosas internacionais.