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Javier Bardem saiu em defesa de Woody Allen, em resposta aos outros atores que se têm distanciado do realizador, depois de Allen ter sido acusado pela filha de ter, alegadamente, abusado sexualmente dela. O ator diz que só se afastaria do ator se realmente houvesse provas de que é culpado.

“Se houvesse alguma evidência de que o Woody Allen é culpado, então sim, eu teria deixado de trabalhar com ele, mas tenho dúvidas”, disse Javier Bardem numa entrevista à publicação Paris Match.

Bardem trabalhou com Woody Allen em 2008, no filme Vicky Cristina Barcelona, que lhe valeu um óscar. Depois das acusações feitas ao realizador, de alegadamente ter abusado sexualmente da filha, Dylan Farrow, alguns atores acabaram por se afastar do realizador, sublinha o inglês The Guardian. Atores como Ellen Page, Michael Cain e Greta Gerwig, que disseram que nunca mais trabalhariam com Allen.

“Ele mente há muito tempo.” Filha de Woody Allen fala pela primeira vez na TV sobre alegado abuso sexual

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“Estou bastante chocado com este tratamento”, frisou o ator. “Julgamentos nos estados de Nova Iorque e de Connecticut deram Woody Allen como inocente”.

A verdade é que, frisa o The Guardian, não houve nenhuma ação judicial interposta contra Allen, acusando de ter abusado sexualmente da filha quando esta ainda era uma criança. Ainda assim, em dezembro, Dylan Farrow criticou a hipocrisia dos atores em manterem-se perto do pai adotivo.

O próximo filme de Allen, “Um dia chuvoso em Nova Iorque”, vai contar com os atores Rebecca Hall e Timothée Chalamet, que doaram os seus salários provenientes do filme para instituições de caridade.