Música

Museu da Música celebra os 150 anos do nascimento de Vianna da Motta

Os 150 anos do nascimento do pianista e compositor José Vianna da Motta são celebrados este domingo, no Museu Nacional da Música com "uma festa de aniversário".

PAULO CORDEIRO/LUSA

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  • Agência Lusa
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Os 150 anos do nascimento do pianista e compositor José Vianna da Motta são celebrados este domingo, no Museu Nacional da Música, em Lisboa, com “uma festa de aniversário”, que inclui um recital pelo pianista João Costa Ferreira.

Em declarações à agência Lusa, a diretora do MNM, Graça Mendes Pinto, disse que o museu organiza “uma festa de aniversário, à qual não faltará música, e vai estar exposta alguma documentação, como partituras, programas, postais e fotografias do compositor e pianista”.

Este ano completa-se a dupla efeméride de José Vianna da Motta (1868-1948), os 150 anos do nascimento e os 70 anos da sua morte.

A diretora do MNM abre a sessão, pelas 16:00, falando em seguida a soprano Elvira Archer, que tem estudado a obra de Vianna da Motta, sendo uma das organizadoras de “Vianna da Motta e Ferruccio Busoni. Correspondência – 1898-1921” (2003), e uma das responsáveis pela edição, em 2016, do “Diário”, que o artista manteve entre os 15 e os 25 anos.

Elvira Archer refere-se a Vianna da Motta como “virtuoso internacional do piano”, e aponta-o como “o iniciador da música de caráter nacional, em Portugal, sendo a sua obra mais relevante a sinfonia ‘À Pátria'”.

O programa celebrativo, no MNM, prossegue com um recital pelo pianista João Costa Ferreira que apresenta um programa totalmente preenchido por obras de Vianna da Motta: “Pensée Poétique, Rêverie”, “Amizade”, “Singela”, “Elegia”, “Três Romances sem palavras”, “Meditação”, “O Crepúsculo”, “Lamentação”, “Les Inondations de Murcie”, “Fantasiestück” e a “1.ª Rapsódia Portuguesa, ‘Fados'”.

José Vianna da Motta nasceu em S. Tomé e Príncipe, em 1868, estudou e viveu na Alemanha durante 32 anos, dos 14 aos 46 anos, tendo então dirigido a classe de virtuosidade de piano no Conservatório de Genebra e, em 1917, regressou a Portugal, onde foi diretor do Conservatório Nacional de Lisboa, de 1919 a 1938, e encetou uma “reforma ‘europeizante'” da instituição, segundo Elvira Archer.

Além de pianista exímio, aclamado pela crítica internacional, Vianna da Motta foi também compositor, sendo autor, entre outras obras, da sinfonia “À Pátria”, e das peças “Umflort, gehült in Trauern”, “Evocação d’Os Lusíadas” e “Cenas nas montanhas”, entre outras. Foi colaborador da revista Lusitânia entre 1924 e 1927 e é autor dos livros “Nachtrag zu Studiem bei Hans von Büllow von Theodor Peiffer” (1896), “Pensamentos extraídos das obras de Luís de Camões” (1919), “Vida de Liszt” (1945) e “Música e músicos alemães” (1947).

“José Vianna da Motta é uma figura de grande vulto cultural, aplaudido por reis, imperadores, presidentes de vários países e nas melhores salas da Europa e do continente americano, de norte a sul. Embora tenha sido um prestigiado divulgador da música alemã, também o foi, mundo fora, da portuguesa”, rematou Elvira Archer.

O pianista João Costa Ferreira, que protagoniza o recital, recebeu o Diplôme Supérieur d’Exécution da École Normale de Musique de Paris-Alfred Cortot, depois dos estudos iniciados aos onze anos no Conservatório de Artes do Orfeão de Leiria, com o professor de piano Luís Batalha.

Além da carreira como pianista, apresentando-se regularmente, em França e na Holanda, além de Portugal, Costa Ferreira tem um mestrado de Investigação em Música e Musicologia pela Université Paris-Sorbonne, onde prepara o seu doutoramento, sob a direção da musicóloga e filósofa Danielle Cohen-Levinas, sobre a escrita, técnica e interpretação pianísticas na obra de José Vianna da Motta.

Recentemente, João Costa Ferreira editou um CD constituído por obras para piano solo de Vianna da Motta, pela chancela da Grand Piano, da Naxos.

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