Portugal é um país vínico conhecido pelos “tintos clássicos” do Douro e pelo Vinho do Porto, que há muito dispensa apresentações. Ainda assim, foram os brancos que surpreenderam David Williams, autor da rubrica Wines of the week“, publicada semanalmente no jornal britânico The Guardian. No seu mais recente artigo, Williams destaca os “brancos portugueses perfeitos” e apresenta “três grandes referências” para que o leitor (e enófilo) comece a descoberta de copo na mão.

Nem de propósito, há sensivelmente dois anos, o Observador tentava desmistificar algumas expressões correntes no universo vínico português, como “vinho que é vinho é tinto” ou ainda “vinho branco não é vinho, é refresco”. À semelhança de tintos, também há vinhos brancos com complexidade, capazes de evoluir em garrafa e que contrariam o preconceito de outros tempos — exemplo disso é a casta encruzado, do Dão, que já foi apelidada a uva “tinta dos brancos”, por conta da complexidade e longevidade que empresta aos vinhos.

Vinho não é só tinto. Há brancos cada vez melhores

No artigo publicado no último domingo, David Williams destaca um total de oito vinhos (os vinhos sublinhados dizem respeito às referências em grande destaque no artigo original):

O jornalista do The Guardian escreve sobre brancos que se destacam na multidão, com características que os tornam únicos e provenientes de uvas que dificilmente encontramos noutros destinos. Williams elogia o Douro, mas também a região dos Vinhos Verdes, onde o clima é tendencialmente mais fresco e húmido, e o centro de Portugal, onde se encontram propostas que derivam das castas encruzado e bical. Afinal, os “vinhos brancos portugueses também merecem ser provados”.