Ciência

Trabalhos de investigação na área do cancro, obesidade e tuberculose ganham 60 mil euros

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Os prémios Jansen atribuídos na área da saúde distinguiram este ano investigação na área da imunoterapia, neurociências e infecciologia. Três prémios num total de 60 mil euros.

Getty Images/iStockphoto

Se os linfócitos em vez de ajudarem a combater o cancro, prejudicam essa defesa, vamos neutralizá-los. Se a proteína ataxina-2 desregulada pode causar doenças, vamos torná-la um alvo dos tratamentos médicos. Se um tratamento contra  uma bactéria pode torná-la resistente, vamos dirigir a terapia ao hospedeiro. Estas são as três propostas em saúde distinguidas este ano pelos prémios Jansen.

Em 2018, realiza-se a segunda edição destes prémios, uma iniciativa da companhia farmacêutica Janssen Portugal em parceria com a Universidade Católica Portuguesa, para distinguir trabalhos de investigação na área da saúde. Foram atribuídos três prémios no valor de 60 mil euros e quatro menções honrosas, todos eles nas áreas da imunologia, neurociências, infecciologia e hipertensão celular. A Comissão de Avaliação do Prémio Janssen Inovação foi presidida por Jorge Sampaio, antigo Presidente da República.

Os linfócitos que dificultam o combate ao cancro

Os linfócitos T são células do sistema imunitário, ativadas durante o combate a um tumor. O que a equipa de Bruno Silva-Santos, Sofia Mensurado e Karine Serre, do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, descobriu é que há linfócitos que dificultam a defesa do organismo contra o cancro. A boa notícia é que estes linfócitos podem ser neutralizados.

A equipa venceu o 1.º prémio, no valor de 30 mil euros, com o trabalho “Tumor-associated neutrophils suppress pro-tumoral IL-17+ γδ T cells through induction of oxidative stress”, apresentado na Conferência Mundial de Regulação Imunitária – World Immune Regulation Meeting XII 2018.

Um novo alvo para combater a obesidade

A ataxina-2 é uma proteína celular codifica pelo gene ATXN2. As mutações neste gene provocam alterações na expressão da proteína, provocando transtornos neurológicos, como a falta de coordenação de movimentos musculares voluntários e de equilíbrio. A equipa de Sara Carmo-Silva, investigadora no Centro de Neurociências e
Biologia Celular da Universidade de Coimbra, descreveu, pela primeira vez, a ataxina-2 como um potencial novo alvo terapêutico para a obesidade e doenças metabólicas.

O trabalho “Ataxin-2 in the hypothalamus: a new molecular target for metabolism and circadian rhythm regulation”, que venceu o 2.º prémio, no valor de 20 mil euros, contou ainda com a participação de outros investigadores da mesma instituição, do Centro de Investigação Biomédica da Universidade do Algarve e da
Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra.

Eliminar a bactéria da tuberculose

E se a melhor forma de combater uma bactéria fosse dirigindo a terapia ao hospedeiro? Desta forma, podia evitar-se o aparecimento de bactérias resistentes aos tratamentos. Esta é a proposta da equipa de Elsa Anes, David Pires e Nuno Carmo, do Instituto de Investigação do Medicamento (iMed.ULisboa) da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Os investigadores descobriram novos mecanismos que podem ajudar não só a eliminar o bacilo da tuberculose, mas também a melhorar a resposta à vacinação.

O 3.º prémio, no valor de 10 mil euros, foi atribuído ao trabalho “Mycobacterium tuberculosis modulates miR-106b- 5p to control Cathepsin S expression resulting in higher pathogen survival and poor T cell activation”, publicado na revista científica Frontiers of Immunology.

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