Não foi bem a Broadway da Batalha, mas uma espécie de Parque Mayer socialista. O modelo escolhido para a homenagem a Mário Soares no Congresso do PS passou por um estilo de musical e nem faltaram atores/cantores que costumam trabalhar com Filipe La Féria: Samuel Albuquerque, Andreia Ventura e Catarina Pereira. Mas o espetáculo, segundo revela o PS, ficou a cargo de uma produtora que não a do conhecido encenador: a PMP, que teve a ajuda do próprio PS na criação artística.

Por cada momento marcante na vida de Mário Soares (ou do país) os atores cantavam uma música ou gritavam palavras de ordem. Num dos momentos, por exemplo, gritou-se o slogan de Mário Soares nas Presidenciais de 1986: “Soares é fixe! Soares é fixe”. Ouviu-se também a música “Portugal na CEE”, dos GNR, numa alusão a uma das principais conquistas de Mário Soares como primeiro-ministro.

Pelos atores e pelas parecenças aos musicais de La Féria, a atuação começou logo a ser associada ao encenador de teatro. Mas a produtora responsável foi a PMP, de Paulo Magalhães, uma produtora que fez parte da direção artística de programas televisivos como o Ídolos, o Factor-X, o Got Talent Portugal, o Festival da Canção, o Peso Pesado, os Globos de Ouro e ainda programas como as “7 Maravilhas da Gastronomia”e as “7 Maravilhas das Praias” de Portugal.

Além dos momentos de musical, foram também exibidos vídeos de discursos ou intervenções marcantes de Mário Soares. Ouviu-se também — tal como tinha acontecido no funeral de Mário Soares — a voz de Maria Barroso a declamar “Os dois sonetos de amor da Hora Triste”, de Álvaro Feijó: “Quando eu morrer, e hei de morrer primeiro do que tu…”

No final da atuação, António Costa levou João Soares, filho de Mário Soares e seu antigo ministro, pela mão ao palco.