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Os alegados subornos do Benfica a jogadores adversários, que recentemente abalaram o futebol português, podem ter sido feitos com recurso a promessas de transferência, revela esta quarta-feira a edição impressa do Correio da Manhã. O jornal diz que há casos em que a corrupção era consumada de forma subtil.

Em vez de haver um pagamento direto aos jogadores, o suborno era feito em forma de promessa de transferências futuras, com prémios de assinatura e melhores ordenados. Este esquema é mais difícil de detetar por parte da justiça, uma vez que o pagamento é feito através e um negócio lícito.

O Correio da Manhã diz que há suspeitas deste género em relação a vários casos. Uma das situações alegadamente sob suspeita é a troca de mensagens entre jogadores do Rio Ave e o empresário César Boaventura, próximo do Benfica, dias antes de uma deslocação dos encarnados a Vila do Conde na época 2015/2016. O empresário confirmou depois ao Correio da Manhã que contactou o jogador Marcelo, para lhe propor uma transferência para a Turquia, negando, no entanto, que tal proposta tivesse servido de aliciamento.

O jornal noticia também que a PJ suspeita da transferência de Patrick, do Marítimo para o Benfica, no final da época 2016/2017. Na semana passada, o jogador reagiu às suspeitas que recaem sobre si, em declarações ao jornal Record. O defesa direito disse que nunca ouviu falar de César Boaventura e negou todas as acusações: “É um bando de pessoas que não tem nada para fazer. Quem publicou essas notícias que as prove”.  Em relação ao Sporting, as suspeitas passam pelo pagamento tradicional de luvas. Para já, o clube é suspeito de subornar oito jogadores, nas épocas 2016/2017 e 2017/2018.

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