O Novo Banco registou lucros de 60,9 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, o que compara com um prejuízo de 130,9 milhões de euros em igual período do ano passado. Para este resultado positivo, contribuiu o efeito positivo da GNB Vida que foi classificada como atividade em descontinuação. O processo de venda da seguradora está em marcha.

O impacto foi de 51,2 milhões de euros. A instituição liderada por António Ramalho destaca também o efeito da variação negativa em reservas e diz que sem este efeito, o resultado do primeiro trimestre teria sido de 9,7 milhões de euros. Ainda assim, este é o resultado mais positivo — o Novo Banco teve lucros residuais no terceiro trimestre de 2016 — apresentado pela instituição desde que foi criada em 2014 e coincide com os primeiros três meses de gestão privada, com o mesmo presidente, mas com a Lone Star no capital.

O Novo Banco mais do que duplicou o resultado operacional nos primeiros três meses para 130,2 milhões de euros. O banco foi objeto de um reforço de capitais ao abrigo do mecanismo de capital contingente depois de apresentar prejuízos recorde no final do ano passado, de 1.395 milhões de euros.

A instituição tem os seus rácios de CET 1 e Tier 1 protegidos até aos montantes das perdas já verificadas nos ativos protegidos pelo mecanismo de capital contingente. O rácio de capital CET1 foi de 13,5% e o rácio de capital total de 13,9%.

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Nos primeiros três meses, o grupo Novo Banco reduziu a carteira de crédito em 6,5%, uma redução que incidiu sobretudo no crédito de má qualidade (non performing loan) que baixou 1,9 mil milhões de euros. O banco sinalizada ainda uma redução nas imparidades constituídas para perdas de crédito e outras — foram 37,8 milhões de euros, face aos 137,4 milhões de euros dos primeiros três meses do ano passado. A imparidade específica para crédito foi de 50,1 milhões de euros.

Já os depósitos de clientes cresceram 13,5% face ao primeiro trimestre do ano passado, mas graças à operação de recompra realizada com as obrigações do Novo Banco que permitiu reforçar os rácios de capital. Face a dezembro, os depósitos caíram pouco mais de mil milhões de euros.

O produto bancário foi de 252,2 milhões de euros, que reflete um crescimento de 39,5%. O resultado financeiro caiu 18%, apesar do saldo positivo de 39,2 milhões de euros, mas as comissões cresceram 3,8%.

O banco continua a reduzir os custos operacionais, com destaque para a redução dos gastos com pessoal em 8,2%.