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Observador é meio-dia. Está a começar o Jornal do Meio-Dia com a edição do Miguel Vidar. Miguel, está concluída a venda do Novo Banco aos franceses do BPCE.
Disso mesmo dá conta, em comunicado, o Novo Banco, cerca de duas semanas depois da autorização do Banco Central Europeu. A venda é concretizada pelo valor de perto de € 6.700 milhões, mais € 200 milhões face ao que estava previsto. O Ministério das Finanças já vai soltar a concretização do negócio, que permite ao Estado arrecadar quase € 1.700 milhões, perto de € 900 milhões destinados ao fundo de resolução.
E a inflação subiu para 3,4% em abril. São dados do Instituto Nacional de Estatística.
Um aumento de 0,7 pontos percentuais face a março, uma subida justificada com a escalada do preço dos combustíveis, com reflexos em toda a economia. Se atendermos apenas à evolução do indicador dos produtos energéticos, a variação é de 11,7%. Em março, tinha sido de 5,7%.
E Miguel, os alimentos também estão mais caros.
Sim, no caso dos bens alimentares não transformados, os alimentos frescos, há uma subida média de preços de 7,5% em abril. Em março, a variação tinha sido de 6,4%. São dados conhecidos em dia de reunião do Conselho de Governadores do Banco Central Europeu. A expectativa dos jornalistas é que não seja decidida qualquer mexida nas taxas de juro. A subida dos juros tem sido usada pelo BCE para controlar a taxa de inflação. Daqui a mais ou menos uma hora ficaremos a saber qual a decisão do Conselho de Governadores.
E quem já reagiu foi o primeiro-ministro, há instantes.
À margem da cerimónia de apresentação de novos investimentos do Grupo Naveiro em Campo Maior.
E embora, do ponto de vista quantitativo e numérico, a taxa de inflação não esteja num patamar preocupante ou suscetível de criar alarme, às vezes um processo de crescimento da inflação, mesmo que do ponto de vista geral esteja nos 2,7%, isso não quer dizer que não haja depois bens específicos cujo aumento seja muito superior. Nós sabemos que, por exemplo, nos bens alimentares, há um crescimento de preço superior a esse montante.
O chefe de governo diz que o Executivo está atento.
Nós não vamos meter a cabeça na areia e não vamos ficar a queixar-nos dos problemas que temos de enfrentar. Nós, obviamente, estamos preocupados com eles. Obviamente estamos dispostos, aptos e mobilizados a dar resposta a esses problemas, que são as nossas circunstâncias atuais, mas nós estamos muito mais focados em juntar a isso, que é essencial, naturalmente, a visão estratégica e de futuro.
É isso que diz Luís Montenegro, o primeiro-ministro, que daqui a pouco vai marcar presença na Ovibeja. De resto, o Conselho de Ministros desta quinta-feira vai decorrer precisamente em Beja.
E para além da inflação, o INE avançou também esta manhã com uma estimativa da evolução do PIB nos primeiros três meses do ano. Ora, a economia portuguesa terá crescido 2,3%.
Em comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o INE, para este resultado contribuiu de forma muito particular a procura interna, com o aumento do investimento. Já a procura externa foi negativa. As importações subiram mais do que as exportações.
Miguel, vamos agora à comparação com o último trimestre do ano e, neste caso, regista-se uma estagnação.
Sim, face aos últimos três meses de 2025, não houve qualquer variação do PIB. A média da União Europeia e dos países do euro foi de 0,1%. Na comparação em cadeia, Portugal teve um dos piores desempenhos. Pior só mesmo a Lituânia, Suécia e Irlanda. Na comparação a um ano, Portugal está entre os melhores.
E Miguel, um terço dos projetos do PRR, o Plano de Recuperação e Resiliência, estão em estado crítico e preocupante.
Estamos a aproximar-nos da data limite para a implementação do PRR, já no próximo dia 31 de agosto. O primeiro relatório de 2026 sobre o acompanhamento da execução revela que 50% dos investimentos estão num caminho seguro, 17% em fase crítica, dados avançados pelo presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR, Pedro Dominguinhos. Para Pedro Dominguinhos, a área social é o epicentro da crise, é esta a expressão que usa, devido às obras públicas e às dificuldades ao nível da mão de obra, mas mesmo assim garante que as metas vão ser cumpridas.
13% de tudo aquilo que foi contratualizado com essas 60 OIGPs. E, portanto, nós vamos cumprir a meta, vamos poder eventualmente executar até dezembro deste ano, porque era algo que não era possível, mas não tenho a mínima dúvida que não vamos executar todos os trabalhos que estavam previstos. E, portanto, nós temos que ir ao terreno, como costumo dizer, nós temos que sujar as botas, temos que encher os sapatos de pó para perceber como é que as coisas estão a ocorrer, falar com as pessoas sobre aquilo que está a ocorrer.
Pedro Dominguinhos, o presidente do acompanhamento do PRR na apresentação da execução há instantes.
Da economia para a Justiça, neste jornal do meio-dia. Foi ontem aprovada a audição do Procurador-Geral da República no Parlamento, a pretexto da auditoria ao DCIAP.
O órgão do Ministério Público tem tido em mãos alguns dos inquéritos mais midiáticos e mais complexos. O resultado da auditoria revela, por exemplo, que há provas recolhidas que aguardam três anos para serem analisadas, uma excessiva concentração de inquéritos nas mãos de um único procurador, deficiências na gestão desses inquéritos, equipamentos desadequados. Jorge Mickael Teixeira, deputado da Iniciativa Liberal, partido que propôs a audição do procurador, sublinha que sem pôr em causa o princípio da separação de poderes, é importante saber o que tem Amadeu Guerra a dizer sobre as informações vindas a público.
Isso não impede que os deputados não possamFazer perguntas e escrutinar o funcionamento da justiça em Portugal e, neste caso em particular, do Ministério Público. Podemos fazer perguntas obviamente sobre processos particulares que estejam neste momento a ocorrer, mas podemos perguntar sobre as condições em que esses trabalhos ocorrem, fazer perguntas sobre o cumprimento do princípio da legalidade, que pelos vistos, segundo as notícias que têm saído sobre este relatório, pode estar em risco.
Também convidado do "Explicador" desta manhã, o deputado do CDS João Almeida salienta que é preciso esclarecimentos, tendo em conta as preocupações que esta auditoria suscita.
Estas notícias sobre este relatório vêm confirmar aquilo que é visível e que tem a ver com uma possibilidade de a justiça funcionar de maneira aleatória, ser uma questão de sorte se determinados procedimentos que estão na lei e que têm que ser cumpridos, são cumpridos ou não. Em Portugal, há uma ideia de que a política, por exemplo, é escrutinada de uma forma regular e a justiça não pode estar acima ou à parte de algum escrutínio.
A mesma ideia é defendida pelo deputado socialista Pedro Vaz.
Não podemos deixar de ficar alarmados por perceber que o SIAP tem uma série de constrangimentos no seu funcionamento. Softwares obsoletos, digitalizações de prova que duram mais de três anos. Importa o Parlamento perceber, de viva voz, por parte do senhor Procurador-Geral da República, se precisa de medidas legislativas, sejam financeiras, que dependam do Governo, tudo isso é necessário.
A audição do Procurador-Geral da República foi ontem aprovada por unanimidade.
E Miguel, já voltou ao sobe e desce, reabriu hoje ao público em Lisboa o funicular da Graça.
O serviço foi interrompido há mais de sete meses na sequência do acidente do elevador da Glória. Reabriu esta manhã com garantias de segurança que decorrem das avaliações técnicas feitas ao longo dos últimos meses. O presidente da Carris esteve presente no momento da primeira viagem do funicular. Sobre a reabertura do elevador da Glória, Rui Lobo diz que ainda não há uma decisão.
Tudo em avaliação técnica nesta fase. Olhar para tudo o que é boas práticas internacionais, o expertise nacional que esteve aqui presente hoje e que está presente nesta obra que aqui está. Temos muito bons técnicos em Portugal que conhecem muito bem este tipo de equipamentos, mas estamos a olhar também com esses técnicos para experiências internacionais e, naturalmente, a fazer a avaliação técnica com todos os peritos da comissão técnica independente, para depois termos uma boa decisão técnica sem questões de segurança que sejam colocadas, como é evidente.
Rui Lobo, o presidente da Carris, esta manhã esteve presente na reabertura do funicular da Graça.
E Miguel, numa altura em que passam nove minutos do meio-dia, que outras notícias vão marcando a atualidade a esta hora?
Volodimir Zelensky promete esclarecer em que consiste a proposta de Vladimir Putin, um cessar-fogo temporário na Ucrânia no próximo dia 9 de maio. Foi o que disse ontem Donald Trump, depois de uma conversa com Putin. Esta manhã surgiu a resposta. Zelensky assegura que a Ucrânia continua a realizar o trabalho diplomático para pôr um fim definitivo à guerra e, nesse sentido, revela que deu instruções à sua equipa para contactar a Casa Branca a fim de esclarecer em detalhe em que consiste este cessar-fogo proposto por Vladimir Putin. No dia 9 de maio, a Rússia celebra o Dia da Vitória contra a Alemanha Nazi. Os Estados Unidos ponderam enviar mísseis hipersônicos para o Médio Oriente. É pelo menos o que se pode ler num relatório citado pela Bloomberg. O Comando Central dos Estados Unidos terá pedido o envio de novos mísseis de maior alcance, chamados Dark Eagle, para a região. O objetivo continua a ser atingir os lançadores de mísseis balísticos no interior do Irão. A circulação na A1 já foi retomada, apenas na via mais à esquerda, no sentido norte-sul, na zona de Coimbra, confirma à Rádio Observador o comandante Rui Oliveira da Proteção Civil. Esteve fechada por causa de um acidente entre três veículos pesados. Uma pessoa ficou ferida, ferimentos ligeiros. O alerta foi dado por volta das 06:00. O trânsito chegou a estar totalmente cortado naquela zona. Não há previsão para a reabertura total da circulação.
Miguel Vilar e o jornal do meio-dia.