O Novobanco registou uma queda homóloga nos lucros do primeiro semestre deste ano de 15,6%, ficando nos 367,2 milhões de euros, anunciou o banco adquirido pelos franceses do BPCE. Há um ano o Novobanco tinha lucrado 434,87 milhões.
Segundo o comunicado da instituição, a redução “reflete o aumento dos custos operativos, decorrente de custos extraordinários associados ao processo de venda do Banco, bem como uma taxa efetiva de imposto superior”.
Os custos operativos totalizaram 292,0 milhões de euros, mais 11,8%. O banco indica que sem os custos excecionais com o processo de venda, as despesas teriam crescido 7,1%. 163,3 milhões são custos com pessoal, um crescimento homólogo de 10,4%, 101 milhões são gastos gerais administrativos (+12,2%) e 27,7 milhões são amortizações (+19,2%), “reflexo dos investimentos realizados no âmbito do processo de simplificação”.
No primeiro semestre do ano, o produto bancário comercial do Novobanco cresceu 0,5% para 741,4 milhões, sendo 563,3 milhões de margem financeira, mais 0,8%. Os serviços a clientes tiveram um volume de 178,1 milhões, menos 0,5%.
O Novobanco indica, em comunicado, que reverteu parte das imparidades que tinha constituído para empréstimos a clientes, no valor de 17,4 milhões, o que beneficiou o resultado líquido, que, no entanto, foi penalizado pelo maior volume de impostos.
O banco garante que reforçou a capacidade de “apoiar os clientes, através do acesso à escala, especialização e competências de um dos maiores grupos bancários europeus”. E garante ter conseguido um “forte crescimento do crédito”. Os empréstimos a clientes (líquido) atingiram 31,9 mil milhões de euros (+5,9% face a dezembro), com um crescimento de 6% no crédito a empresas e de 5,8% a particulares.
A aquisição da unidade de negócio do Unibanco (cartões de crédito) contribuiu com 300 milhões de euros.
Os depósitos de clientes atingiram 33,4 mil milhões (+4,2% face a dezembro), elevando os recursos totais de clientes para 48,8 mil milhões.