A princesa japonesa Ayako vai renunciar ao título da realeza para casar com um homem que não é membro da família Imperial. Com 27 anos, vai dar o nó com um funcionário da empresa NYK Line, de 32 anos. O anúncio foi feito esta terça-feira pela agência da Casa Imperial.

A filha mais nova de Norihito, príncipe Takamado, e de Hisako, princesa Takamado, conheceu Key Moriya através da mãe, em meados de dezembro. A princesa Takamodo conhecia os pais de Moriya devido ao seu trabalho de divulgação de uma ONG local e pensou que ao apresentá-los, Ayako pudesse ganhar alguma inspiração para desenvolver atividades ligadas à assistência social — área em que é formada.

Os dois descobriram que os interesses em comum iam muito para além do bem-estar global e da assistência social: ambos gostam de esquiar, de ler e de viajar. O resultado acabou por ir mais longe que o desejo da mãe de Ayako e os dois vão ficar oficialmente noivos a 12 de agosto numa cerimónia tradicional chamada “Nosai no Gi”. O casamento deve depois acontecer a 29 de outubro, no Santuário de Meiji, em Tóquio, de acordo com a CNN.

Depois de trocar votos com Key Moriya, a princesa vai renunciar ao estatuto de membro da família Imperial, tal como está estipulado na Constituição da Casa Imperial Japonesa. Contudo, vai receber uma quantia de cerca de um milhão de dólares.

O Imperador Akihito e a Imperatriz Michiko com os membros da família. A princesa Ayako é a última (da esquerda para a direita).

Ayako não é primeira princesa da sua geração a deixar a família Imperial para casar. A sua prima em segundo grau, a princesa Mako, anunciou o casamento com um membro de fora da realeza em setembro de 2017 — mas a cerimónia foi sendo adiada, pelo que, agora, o casamento só acontecerá em 2020. A princesa justificou a decisão dizendo que quer pensar “mais profundamente” no casamento e “dedicar tempo suficiente para preparar a cerimónia e aquilo que se segue depois”.

Como não é uma descendente direta do Imperador Akihito, Ayako não atrai tanta atenção como a prima, contudo, o casamento vai, ainda assim, levantar questões sobre o futuro da monarquia hereditária mais antiga do mundo.