Mundial 2018

“Com Portugal achávamos que já estava ganho”. Pogba sonha com o Mundial mas ainda tem pesadelos com o Europeu

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Pogba volta à final de uma grande competição com "outra mentalidade" sem esquecer a derrota (e as respetivas causas) com Portugal no Euro: "Sei qual é o sabor de perder e não quero voltar a sentir".

Paul Pogba assume que triunfo na meia-final do Euro com a Alemanha "iludiu" os franceses na final com Portugal

AFP/Getty Images

Paul Pogba tinha apenas 23 anos quando chegou à final do Campeonato da Europa. Antoine Griezmann, o melhor marcador da competição, era a principal figura na competição organizada pelos gauleses, mas a preponderância do médio na equipa, após uma temporada onde tinha conseguido o tetracampeonato italiano com a Juventus além da revalidação da Taça de Itália, bem como os rumores de que poderia regressar ao Manchester United com o “peso” de passar a ser o jogador mais caro de sempre – que se confirmariam mesmo –, faziam de 2016 o ano do jogador nascido nos subúrbios de Paris. Conseguiu quase tudo menos o principal. E dois anos depois ainda não esqueceu esse momento com dedo português.

Pogba não esquece o desaire em 2016 frente a Portugal, que deu à Seleção Nacional o título europeu (Lars Baron/Getty Images)

“Temos consciência da situação, não queremos cometer os mesmos erros que fizemos há dois anos. Queremos trabalhar para ganhar, dar tudo para que a taça venha connosco. No Europeu pensámos que estava feito mas a mentalidade não é a mesma agora. Não posso mentir, quando ganhámos à Alemanha na meia-final pensámos que essa era a final depois de termos visto os jogos que Portugal tinha feito na prova. Sei qual é o sabor de perder uma final e não quero voltar a sentir isso”, admitiu esta quinta-feira em conferência de imprensa, citado pela Reuters.

Contra Portugal achávamos que já estava ganho antes de começar o jogo. Isso não pode voltar a acontecer”, destacou Pogba em relação ao título europeu da Seleção Nacional e à final de domingo.

O médio dos red devils garante que, agora, “a mentalidade é outra”. E talvez por isso acabou por desfazar-se em elogios ao adversário do próximo domingo, a surpreendente Croácia, que ganhou na fase de grupos a Nigéria, Argentina e Islândia e foi passando na fase a eliminar, no prolongamento e nas grandes penalidades, Dinamarca, Rússia e Inglaterra.

Médio do Manchester United no final do encontro com a Bélgica, que a França venceu por 1-0 (PAUL ELLIS/AFP/Getty Images)

“Os croatas tiveram um jogo complicado, estiveram a perder mas mostraram uma mentalidade muito forte. Há duas equipas na final, uma taça e 90 minutos mais para acabar. Para nós, não somos favoritos. Continuamos onde estávamos no início da prova. Não temos dúvidas que, se jogarmos juntos, essa será a nossa força. Estamos à procura do sucesso e faremos o que for preciso por isso. Mas também sabemos que a Croácia quer ganhar porque estão numa boa fase. Eles não têm nenhuma estrela de campeões no equipamento, mas eu também não tenho nenhuma minha, apesar daquela que está na minha camisola, e quero uma. Eles não têm apenas o Modric, há o Mandzukic, o Rakitic ou o Perisic. Até os defesas são grandes jogadores. Plano para travar Modric? Não temos um plano só para ele, o nosso plano é ganhar o jogo”, comentou.

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