Na Europa, as vendas de novos veículos estão mais animadas do que nunca, de acordo com a JATO Dynamics. A conhecida empresa que fornece dados para efectuar análises às tendências do mercado informa que, só nos primeiros seis meses de 2018, foram transaccionados na Europa 8,6 milhões de veículos. O número não só traduz um aumento de 2,7% face ao período homólogo do ano anterior, como significa que tivemos entre Janeiro e Junho o melhor primeiro semestre do século, em termos de novas matrículas.

No que toca ao mix de combustíveis, a nota mais evidente vai para o facto de o diesel continuar a definhar, com um trambolhão de 17% que leva a que sua quota de mercado encolha para os 37%. Ou seja, face ao mesmo período de 2017, o diesel perde mais 9% de quota, sendo que para encontrar um share tão baixo é preciso recuar a 2001. Noruega (-32%), Reino Unido (-30%), Eslovénia (-28%), Finlândia (-20%) e Bélgica (-20%) foram os mercados onde o declínio das motorizações a gasóleo foi mais evidente.

Curiosamente, quem está a ganhar mais com esta queda dos diesel não são os chamados veículos com combustíveis alternativos (AFV, na sigla em inglês), mas sim os gasolina. É um facto que as vendas de automóveis eléctricos, híbridos e plug-in deram um salto de 31%, totalizando 450.200 unidades entregues a clientes, mas esse número só impressiona porque parte de uma base pequena… Os AFV reclamam agora uma quota de 5,4% das vendas europeias no primeiro semestre, acusando um incremento de 1,1% em comparação com os primeiros seis meses do ano passado. Já os modelos a gasolina viram a sua quota aumentar 7%, face ao primeiro semestre de 2017, reclamando agora 56% das vendas. Dito de outro modo, dos 8,6 milhões de veículos novos transaccionados, 4.816.000 elegeram uma solução de propulsão a gasolina.

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