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Incêndio de Monchique. Nove feridos, 25 pessoas retiradas de casa e 700 bombeiros no combate às chamas

Oito bombeiros e um trabalhador florestal ficaram com ferimentos ligeiros no combate ao incêndio. Estão mais de 700 operacionais no local. Já foram retiradas de casa, por precaução, 25 pessoas.

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JOSE SENA GOULAO/EPA

JOSE SENA GOULAO/EPA

Oito bombeiros e um trabalhador florestal ficaram com ferimentos ligeiros na sequência do combate ao incêndio de Monchique, que “começou de forma explosiva” na sexta-feira e ainda não está controlado, afirmou a Proteção Civil em conferência de imprensa. O incêndio, que já queimou uma área de cerca de mil hectares, obrigou à deslocação de 25 habitantes da Foz do Carvalhoso, por precaução.

Mais de 700 operacionais, apoiados por 188 viaturas e seis meios aéreos, já estavam na manhã deste sábado a combater o incêndio que esta sexta-feira deflagrou numa zona de mato em Perna da Negra, no concelho de Monchique, distrito de Faro, de acordo com uma fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro.

O comandante distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, Vaz Pinto, disse já este sábado que o incêndio obrigou a deslocar, de madrugada e “por precaução”, cerca de 25 pessoas da povoação de Foz do Carvalhoso e que o combate ao fogo está a ser feito apenas com recurso a meios aéreos e máquinas de rasto nessa zona, mas sem haver até agora mais povoações em perigo.

“Neste momento, temos duas frentes ativas, uma frente que corresponde a 50% do total do perímetro do incêndio, que está dominada, que é a frente norte-este, em trabalhos de consolidação e vigilância ativa, e a outra frente que está ativa é a sul-leste que lavra em direção a Monchique”, afirmou o comandante distrital.

Vaz Pinto precisou que 20% de uma das frentes ativas está a lavrar “numa zona inacessível a meios terrestres” e “está a ser combatida com meios aéreos, combinados com máquinas de rasto para permitir, na medida do possível e em segurança, projetar meios terrestres de combate”.

“Estamos, portanto, a retardar esta progressão. Os restantes 30% encontram-se a lavrar com bastante intensidade, apesar de estar a ceder aos meios”, acrescentou, frisando que, até ao início da tarde, as condições meteorológicas podem ficar mais adversas por causa do aumento da intensidade do vento e a falta de humidade.

O incêndio de Monchique “já tinha uma grande dimensão” quando a Proteção Civil recebeu o alerta de fogo. Neste momento, “a situação é complexa, fruto das condições do terreno — que tem declives acentuados e dificuldade de acesso e fica numa zona de eucaliptos — e das condições meteorólogicas”, afirmou a Proteção Civil. Ao longo da tarde de sexta-feira, registaram-se mais de 40º no concelho de Monchique.

Entretanto, segundo disse aos jornalistas o presidente da Câmara de Monchique, foi ativado o Plano Municipal de Emergência e está também a ser prestado apoio social pessoas que foram retiradas das suas casas por precaução. Algumas dessas pessoas foram encaminhadas para a Santa Casa da Misericórdia, duas das quais eram idosos acamados, outras duas estão numa escola, sendo que as restantes optaram por ficar em casa de familiares.

Por agora, não há registos de habitações ardidas, havendo apenas algumas infraestruturas de apoio agrícola, vulgarmente chamadas de barracões, que foram afetadas.

“A situação não está nada fácil. Está muito negativa. O incêndio está-se a desenvolver numa zona demográfica muito difícil [com maus acessos] e o vento está a dificultar a ação dos operacionais”, tinha revelado ao início da tarde Abel Gomes, comandante do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro, ao Observador.

O incêndio deflagrou por volta das 13h30 de sexta-feira na zona da Perna da Negra. O Observador apurou junto de uma fonte que faz parte da operação de combate ao incêndio que o CDOS de Faro fez um pedido de antena SIRESP a Lisboa porque há locais onde não há cobertura de rede móvel. Eis um vídeo do cenário que se registava às 14h30 de sexta-feira:

Uma zona rural do concelho de Monchique já tinha sido atingida por um incêndio, na quinta-feira à tarde, dominado cerca de duas horas depois após um combate travado por 113 homens e seis meios aéreos.

Proteção Civil estende alerta especial vermelho a mais 11 distritos

A Proteção Civil estendeu o estado de alerta especial vermelho, o mais grave, relativo aos meios de combate a incêndios florestais, a mais 11 distritos de Portugal continental. Passam a ser abrangidos por este nível de alerta, do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro, os distritos de Lisboa, Setúbal, Évora, Santarém, Portalegre, Castelo Branco, Coimbra, Leiria, Viseu, Guarda e Bragança, informa a Autoridade Nacional da Proteção Civil (ANPC) num aviso à população.

Estão igualmente sob alerta vermelho, desde quinta-feira, os distritos de Faro e Beja. Aveiro, Porto, Braga, Viana do Castelo e Vila Real encontram-se em alerta laranja, o segundo mais grave. O Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro define a “prontidão e mobilização das estruturas, forças e unidades de proteção e socorro em conformidade com os riscos associados”. O concelho de Monchique já havia sido identificado por uma equipa de investigadores do Instituto Superior de Agronomia e da Universidade de Lisboa como um dos concelhos de maior risco de grandes incêndios. Assim como o distrito de Castelo Branco, onde esta quarta-feira deflagraram dois incêndios.

O mapa dos concelhos que podem arder este ano

Face à onda de calor que afeta o país pelo menos até domingo, com temperaturas máximas acima dos 40º e que na quinta-feira na bateram recordes históricos, a Proteção Civil estendeu o estado de alerta especial relativo aos meios de combate a incêndio aos distritos do Porto, Leiria, Aveiro, Braga, Viana do Castelo e Coimbra.

Este ano, o dispositivo de combate a fogos florestais engloba 56 meios aéreos (incluindo um na Madeira), cerca de 11 mil operacionais e mais de três mil meios terrestres (nomeadamente viaturas).

Mais de 100 bombeiros combateram incêndio em Mirandela

Um incêndio que deflagrou esta sexta-feira em Caravela, freguesia de Mirandela, do concelho de Bragança, foi combatido esta sexta-feira por mais de 100 bombeiros. O incêndio deflagrou numa zona de mato. O incêndio foi dominado por volta das 18h.

A elevada temperatura que se regista (mais de 40 graus) e o vento que se faz sentir dificultaram a ação dos bombeiros. Não há registo de qualquer vítima. O alerta de fogo foi dado por volta das 14h.

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