O Estado Islâmico infiltrou em 2013 pelo menos dois alegados terroristas em território europeu como sendo exilados políticos do regime marroquino, revela uma investigação que envolveu as publicações Sábado e El Español.

De acordo com investigações judiciais, estes membros do grupo extremista conseguiram movimentar-se livremente em vários países, como Portugal, França, Turquia, Holanda, Reino Unido, Itália e Espanha, com a função de recrutar novos elementos, estudar objetivos e organizar novos atentados.

Em Espanha, por exemplo, um jovem recrutado viajou até à fronteira síria para se encontrar com um responsável do Estado Islâmico e receber uma pen, na qual estavam instruções para ativar as células que o grupo terrorista tinha em França e na Bélgica. O objetivo seria levar a cabo nos ataques no dia 1 de dezembro de 2016 em locais como os Campos Elísios ou os mercados de Natal.

Na liderança desta rede estaria o ex-polícia marroquino Abdesselam Tazi, detido em Portugal em março de 2017. Ainda está em prisão preventiva e no início foi acusado pelo Ministério Público de oito crimes ligados ao terrorismo. Mais tarde, um juíz do Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu não levar o homem a julgamento por esses crimes, acusando-o em vez disso de falsificação de documento e contrafação de moeda. A decisão do juíz Ivo Roso foi bastante criticado pelo Ministério Público.