Exportações

Exportações de mobiliário devem ultrapassar dois mil milhões de euros este ano

As exportações portuguesas de mobiliário deverão ultrapassar este ano os dois mil milhões de euros e há uma "enorme falta de mão-de-obra" no setor.

NUNO VEIGA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

As exportações portuguesas de mobiliário deverão ultrapassar este ano os dois mil milhões de euros e há uma “enorme falta de mão-de-obra” no setor, de acordo com a Associação Portuguesa das Indústrias de Mobiliário e Afins (APIMA).

Em entrevista à Lusa, antes do arranque da segunda edição anual da feira Maison&Objet, que vai decorrer de 7 a 11 de setembro, em Paris, Gualter Morgado, diretor executivo da APIMA, indicou que França é o primeiro destino das exportações portuguesas de mobiliário, absorvendo 30% das exportações lusas. “O mercado francês representa 30% das nossas exportações. Estamos a falar de mais de 600 milhões de euros de exportação num volume total de 2.000 milhões. São dados de finais do ano passado e continuamos a crescer em relação ao ano passado, por isso vamos ultrapassar os 2.000 milhões no final deste ano”, continuou.

O responsável acrescentou que, nos últimos seis anos, houve um crescimento de mais de 100% das exportações de mobiliário, ou seja, foram duplicadas as exportações, e atualmente é a falta de mão-de-obra que está a travar um crescimento ainda maior no setor que emprega cerca de 30 mil pessoas. “Neste momento a grande dificuldade é que estamos em pleno emprego na indústria em Portugal e estamos com uma enorme falta de mão-de-obra.

Precisamos de mão-de-obra especializada e não temos. Ou seja, um dos impedimentos para o crescimento imediato da indústria portuguesa – principalmente destas indústrias ditas tradicionais como mobiliário, estofos, metalomecânica, calçado, têxtil – tem a ver com a nossa capacidade ou não de absorver mão-de-obra que em Portugal neste momento não existe”, adiantou. Gualter Morgado referiu, ainda, que “não há mão-de-obra disponível nas regiões onde a indústria está instalada”, porque muitos dos trabalhadores especializados das fábricas que fecharam na altura da crise emigraram e “é muito difícil cativar os jovens para este tipo de indústrias” ainda que se esteja “a tentar tornar a indústria mais sexy e mais atrativa para os jovens”.

Ricardo Sebastião, diretor-executivo da Associação dos Industriais Portugueses de Iluminação (AIPI), também contou à Lusa que está a haver um “crescimento sustentável das exportações” no setor da iluminação “desde a grande crise de 2009”, tendo o valor das exportações “praticamente duplicado” desde então. “Em 2017, aumentámos as exportações em iluminação em 8%, ou seja, 120 milhões de euros em exportações em 2017 no setor da iluminação. Em 2009, andávamos ali nos 60 e tal milhões. Em 2018, apesar de algum arrefecimento do comércio mundial, penso que as tendências mundiais ainda nos vão permitir ter um aumento das exportações”, precisou.

Portugal vai estar representado com 89 empresas e marcas na Maison&Objet, uma feira que concentra, a cada edição, 90 mil visitantes e três mil marcas francesas e internacionais, nos setores do mobiliário, têxteis-lar, decoração, iluminação, acessórios e cozinha.

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