Rádio Observador

PSD

André Ventura diz que consegue recolher 2.500 assinaturas para destituir Rui Rio

2.074

São precisas 2.500 assinaturas para provocar a destituição do líder do PSD, e André Ventura, o polémico ex-candidato a Loures, diz que consegue -- em apenas uma semana. Antes, reúne-se com Rio.

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Estou convencido de que numa semana temos as 2.500 assinaturas para realizar um congresso, se necessário“, disse André Ventura ao jornal i (link indisponível), manifestando a vontade de ser o rosto daquele que seria o primeiro movimento formal com vista à destituição de Rui Rio da liderança do PSD. Para já, contudo, as declarações do vereador da câmara de Loures não passam de mera intenção. Ventura não avança se há mais pessoas envolvidas no processo, e empurra a decisão para o mês de dezembro, dando a Rui Rio uma espécie de última oportunidade para dizer ao que vem no debate do Orçamento do Estado para 2019, que se vai passar entre outubro e final de novembro.

Antes disso, contudo, André Ventura ainda se vai encontrar com Rui Rio. Segundo o mesmo jornal, o polémico ex-candidato do PSD à câmara de Loures, pediu uma reunião a Rui Rio depois de este ter afirmado, no programa Bloco Central da TSF, que quem “discorda estruturalmente” da linha seguida pelo partido deve seguir o exemplo de Santana Lopes e sair. A reunião está marcada para o final da próxima semana.

Embora queira “liderar um pedido de congresso destitutivo”, André Ventura, que apoiou Santana Lopes nas diretas, diz que “o resto é com os militantes” e que não se quer envolver numa eventual revolta contra o líder. “Temos a noção de que esta situação pode originar uma enorme instabilidade no PSD, mas para uma solução extraordinária, soluções extraordinárias. E se isto continuar assim, tenho a certeza de que o PS vai ter maioria absoluta”, diz, colocando pressão nos ombros de Luís Montenegro. “Tenho dito que o dr. Luís Montenegro é a única solução e não pode virar as costas ao PSD nesta altura”, disse ao mesmo jornal.

Depois de recolher as 2.500 assinaturas, as assinaturas ainda teriam de ser validadas pelo conselho de jurisdição do PSD e pelo Conselho Nacional, que, nesse sentido, aprovaria uma moção de censura ao líder. Resta saber se o autarca de Loures tem ou não apoios para o fazer.

Em janeiro, apenas duas semanas depois de Rui Rio ter vencido as eleições diretas contra Santana Lopes, já André Ventura dizia que não acreditava que Rui Rio devolvesse as vitórias ao PSD, e anunciava uma pré-candidatura às próximas diretas. “Rui Rio vai manter o PSD neste círculo de enorme proximidade ao PS e ao politicamente correto. Duvido muito – Deus queira que esteja errado – que nos leve à vitória [nas legislativas] em 2019”, dizia na altura à revista Sábado.

André Ventura tornou-se uma figura controversa quando, na campanha para as autárquicas de outubro, fez declarações polémicas nomeadamente contra o que considera ser a subsidiodependência da comunidade cigana, assim como a favor da prisão perpétua, do trabalho obrigatório para reclusos ou da castração química de pedófilos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: rdinis@observador.pt
Política

Bem-vindo Donald Trump, António Costa merece!

Gabriel Mithá Ribeiro
121

A direita em Portugal, e o PSD muito em particular, nunca foram capazes de afirmar um discurso sociológico autónomo. CDS-PP e PSD insistem em nem sequer o tentar, mesmo quando se aproximam eleições.

Política

Portugal: um país anestesiado

José Pinto
138

A um país anestesiado basta acenar com o Simplex, versão revisitada. Ninguém vai questionar. A anestesia é de efeito prolongado. O problema é se o país entra em coma.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)