Sporting

Há uma nova tendência a crescer em Alvalade e acaba com o Sporting a vencer – mas só na segunda parte

Sporting surpreendeu no início de temporada com cinco vitórias em seis jogos, mas é preciso sofrer no primeiro tempo para chegar ao fim a vencer: empate é o resultado mais frequente ao intervalo.

Raphinha desbloqueou o marcador contra o Qarabag, tal como tinha acontecido frente ao Marítimo

AFP/Getty Images

Autor
  • Fábio Ferreira Lima

Se, no início de agosto, fosse feita uma sondagem entre o público sportinguista sobre como estaria o Sporting à entrada para a quinta jornada da Liga NOS e com uma partida da Taça da Liga e da Liga Europa disputadas, poucos seriam os adeptos confiantes o suficiente para arriscar e acertar no cenário leonino a 20 de setembro.

Com toda a confusão que envolveu o planeamento da época verde e branca, desde abandonos e regressos de jogadores, a trocas de treinadores e até mesmo um novo presidente, não era propriamente expectável que o plantel do Sporting fosse capaz de se abstrair de tudo isso e seguir caminho pela rota do sucesso.

Mas, olhando para os factos, em seis jogos já disputados, os leões somam cinco triunfos e um empate, diante do Benfica, na casa do rival. São resultados bastante positivos para uma equipa que pouca pré-época teve e que ainda não conseguiu entrar em campo sem limitações na frente de ataque ou na zona mais recuada.

Ainda assim, se é verdade que o Sporting tem vindo a vencer desde o início da temporada, também é verdade que os comandados de José Peseiro já começaram a criar uma tendência: os triunfos são construídos apenas no segundo tempo.

Em cinco dos seis jogos já disputados, os verde e brancos chegaram ao intervalo empatados, carimbando a vitória na metade complementar da partida por quatro ocasiões, exceção feita à igualdade a uma bola obtida na Luz (golos de Nani aos 64′ e João Félix aos 86′).

Na primeira jornada, Sporting e Moreirense empatavam a uma bola ao intervalo, com os leões a chegarem ao 3-1 final já nos 15 minutos finais, com dois golos de Bas Dost; seguiu-se o duelo com o V. Setúbal e nova igualdade à saída para o descanso (1-1), desfeita aos 66′ com o bis de Nani a fazer o 2-1; à terceira jornada, os leões recebiam o Feirense e não houve golos até ao minuto 88, momento em que Jovane se estreou a marcar pelo Sporting e ofereceu a vitória ao conjunto de Peseiro; na estreia europeia com o Qarabag, o mesmo filme repetido, com o nulo a chegar ao intervalo e a ser resolvido no segundo tempo, com golos de Raphinha e Jovane.

Jovane Cabral tem tido um início de época de sonho, sendo decisivo quase sempre que entra em campo, como no triunfo por 1-0 sobre o Feirense (Créditos: Getty Images)

Pelo meio, uma vitória por 3-1 sobre o Marítimo para a Taça da Liga, a única vez em que os leões foram para o intervalo em vantagem, com golo de Raphinha, aos 26 minutos; o triunfo seria garantido na segunda parte, com bis de Bruno Fernandes (3-1).

É uma tendência que pode ser desfeita tão rapidamente quanto foi criada e para a qual muito têm contribuído as entradas de Jovane em jogo, como no encontro desta quinta-feira, onde voltou a ser decisivo com apenas dois minutos em campo.

Se nova sondagem fosse feita entre o público sportinguista onde este fosse questionado sobre se preferia sofrer no primeiro tempo e ganhar no segundo ou arriscar qualquer outra tendência que possa não terminar em vitória, é possível adivinhar que seriam ainda menos os adeptos a optar pela última opção.

Com golos na primeira ou na segunda parte, a verdade é que o Sporting ganhou cinco em seis encontros já disputados. E poucos eram os que o preveriam há pouco mais de um mês atrás.

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