Cavaco Silva considerou, esta quarta-feira, que a não recondução da procuradora-geral da República, Joana Marques Vidal, foi a decisão “mais estranha” do Governo liderado por António Costa.

O antigo Presidente da República falou à margem de um congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), referindo que a não recondução de Joana Marques Vidal é algo que considera “muito estranho, estranhíssimo, tendo em atenção a forma competente como exerceu as suas funções e o seu contributo decisivo para a credibilização do Ministério Público”.

“Sou levado a pensar que esta decisão política de não recondução de Joana Marques Vidal é talvez a mais estranha tomada no mandato do Governo que geralmente é reconhecido como Geringonça”, sublinhou o antigo Presidente da República, primeiro-ministro e líder do PSD.

Têm sido várias as críticas tecidas à não-renovação do mandato de Joana Marques Vidal, que vai ser substituída por Lucília Gago. Em carta publicada no Observador, Pedro Passos Coelho lamentou a decisão e considerou que “não houve, infelizmente, a decência de assumir com transparência os motivos que conduziram à sua substituição”. Também Marques Mendes criticou a atuação do Governo, frisando que “houve gato escondido com rabo de fora” no processo.