O ministro da Defesa afastou o diretor da PJ Militar que foi detido na semana passada e está em prisão preventiva. Azeredo Lopes nomeou o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Isabel para a direção daquela polícia.

Em comunicado, o ministério da Defesa refere que o ministro “”tomou a decisão de nomear o capitão-de-mar-e-guerra Paulo Manuel José Isabel como diretor-geral da Polícia Judiciária Militar, mediante proposta do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas”.

A mudança na cúpula da PJ Militar acontece uma semana depois de o anterior diretor, coronel Luís Augusto Vieira, ter sido detido no âmbito da Operação Húbris e de, na sexta-feira, o juiz de instrução criminal ter decretado a prisão preventiva para o militar, apontado como o principal responsável por uma operação que levou à recuperação das armas de Tancos mas que terá sido conduzida sem que a PJ civil tivesse sido informada.

Numa linha, o ministro da Defesa, que ainda não se pronunciou publicamente sobre os acontecimentos da semana passada, diz que “cessa funções o coronel Luís Augusto Vieira como diretor-geral da Polícia Judiciária Militar”.

O comunicado refere que o novo diretor da PJ Militar “ingressou em 1982 na Escola Naval, onde concluiu a licenciatura em Ciências Militares Navais” e que, “nos últimos anos”, o comandante “desempenhou diversas funções na Polícia Marítima” até chegar à coordenação da “da área de ensino de comportamento humano e administração de recursos no Instituto Universitário Militar”.

Na última terça-feira, Luís Augusto Vieira foi um dos oito detidos no âmbito da Operação Húbris. De acordo com a Polícia Judiciária, o coronel terá encenado a recuperação do material de guerra furtado em Tancos em junho do ano passado, e que acabariam nas mãos da PJ Militar em outubro através de uma alegada denúncia anónima em que era mencionada a localização de material que acabaria por revelar-se serem as caixas levadas dos Paióis Nacionais de Tancos.