Assalto em Tancos

Tancos. Ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa admite que recebeu documentos sobre recuperação de armas roubadas

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O ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa Azeredo Lopes assumiu que recebeu documentos sobre a recuperação do material roubado dos paióis de Tancos, noticia a RTP.

JOÃO RELVAS/LUSA

O ex-chefe de gabinete do ministro da Defesa Azeredo Lopes assumiu que recebeu documentos sobre a recuperação do material roubado dos paióis de Tancos, noticia a RTP, acrescentando que Martins Pereira já fez chegar os documentos ao DCIAP.

“A documentação verdadeira foi entregue hoje no início da tarde, no DCIAP, pelos serviços do meu advogado”, disse o tenente-general Martins Pereira à estação televisiva.

Na semana passada, o Expresso noticiou que o major Vasco Brazão, chefe da equipa da PJ Militar que investigou o roubo, tinha dado conhecimento da suposta encenação do aparecimento das armas ao gabinete do ministro da Defesa, mas Azeredo Lopes negou ter tido conhecimento.

Martins Pereira já tinha confirmado um encontro com Vasco Brazão, em novembro do ano passado, mas não tinha dito se havia recebido ou não documentos sobre a recuperação do material militar roubado no ano passado dos paióis de Tancos, como fez agora.

A 4 de outubro, Martins Pereira disse à agência Lusa: “Cumpre-me informar, em abono da minha honra e da verdade dos factos, que efetivamente recebi o Sr. coronel Luís Vieira [diretor da Polícia Judiciária Militar] e o Sr. Major Brazão [porta-voz da Política Judiciária Militar], no meu gabinete, em novembro de 2017″.

O ex-chefe de gabinete de Azeredo Lopes acrescentou ainda que, “nessa ocasião ou em qualquer outra”, não lhe “foi possível descortinar qualquer facto que indiciasse qualquer irregularidade ou indicação de encobrimento de eventuais culpados do furto de Tancos”.

A Polícia Judiciária está a investigar não apenas o desaparecimento das armas como também o reaparecimento num terreno da Chamusca. A tese da PJ é que elementos da Polícia Judiciária Militar encenaram o reaparecimento das armas para não perderem a investigação para a Polícia Judiciária e alertaram o campo militar através de uma chamada anónima. Esses elementos, entre os quais se inclui o antigo diretor da PJM, também terão ocultado a identidade dos alegados assaltantes à PJ.

Em atualização

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