Exploração Espacial

Astronautas aterraram de emergência por erro num foguetão Soyuz

Astronautas da Roscosmos e da NASA aterraram de emergência depois de um foguete Soyuz ter acusado erros de funcionamento no percurso para a Estação Espacial Internacional. Tripulação está a salvo.

Roscosmos

O astronauta Nick Hague da NASA e o cosmonauta Alexey Ovchinin da Roscosmos regressaram à Terra depois de o foguetão russo Soyuz que os levaria até à Estação Espacial Internacional ter acusado erros de funcionamento minutos depois da descolagem em direção ao espaço. A agência espacial norte-americana diz que os astronautas detetaram problemas no motor da aeronave, que fez um regresso de emergência à Terra em modo balístico. Os astronautas voltaram em segurança e já saíram da cápsula russa.

Entretanto, a Roscosmos já publicou as primeiras imagens dos dois astronautas no Twitter. Ambos aparecem a conversar um com o outro num consultório médico enquanto fazem exames: “O cosmonauta da Roscosmos Alexei Ovchinin o astronauta Nick Hague da NASA estão agora em Zhezkazgan e passam por um exame médico antes de irem embora. O diretor geral da Roscosmos, Dmitry Rogozin, decidiu transportar os astronautas para Baikonur”, anunciou a agência espacial russa.

A Roscosmos também publicou um vídeo em que os dois astronautas surgem a sair de uma carrinha e a entrarem num avião, que os levará até Baikonur. No entanto, o vídeo foi apagado duas vezes.

https://twitter.com/roscosmos/status/1050366126100758528

[Veja o vídeo do momento em que algo correu mal no Soyuz]

No momento em que o erro foi detetado é possível ouvir um sinal de alerta e a mensagem: “Inaudível. Há uma emergência. Há uma falha no impulsionador. Estamos em ausência de peso”. Às 10h20, os astronautas aterraram em segurança no Cazaquistão e estão agora a ser acudidos pelas equipas de busca e salvamento. A agência espacial norte-americana diz que os dois astronautas estão “em boas condições” e que estão a manter contacto com os engenheiros.

Brandi Dean, porta-voz da NASA, disse em Houston, na transmissão ao vivo da agência espacial norte-americana: “Confirmo que o lançamento do Soyuz MS10 de hoje entrou num modo de reentrada balístico um pouco depois do seu lançamento em torno de 03h47, horário central. Isso significa que a tripulação não vai para a Estação Espacial Internacional hoje. Em vez disso, estão num regresso forçado para a Terra. As equipas de busca e resgate estão sempre preparadas no caso de algo assim acontecer”.

O foguetão Soyuz, que é o mais utilizado para levar astronautas e carga útil até à Estação Espacial Internacional, tinha levantado voo às 09h40 de Lisboa a partir do Cosmódromo de Baikonur, no Cazaquistão. Quatro minutos mais tarde, a NASA anunciava no Twitter que “houve um problema com o foguete de lançamento” e que “as equipas [norte-americanas] estão em comunicações com os parceiros russos para obter mais informações sobre o problema com o impulsionador do lançamento”.

Pouco depois, a NASA oficializava que “a tripulação está a voltar à Terra em modo de descida balística”, num percurso mais a pique do que é normal. Dmitry Rogozin, diretor geral da Roscosmos, já veio dizer que reuniu uma Comissão para descobrir “a razão do acidente na SOYUZ-FG pH” e sublinhou que “o sistema de resgate de emergência Soyuz-MS funcionou”: “A tripulação está a salvo”, publicou ele no Twitter.

Este erro acontece pouco mais de um mês depois de um buraco ter sido detetado na parte russa ancorada à Estação Espacial Internacional. O buraco, que tinha dois milímetros de diâmetro e que tinha sido feito com recurso a uma broca, provocou uma fuga de ar mas foi imediatamente selado pelos astronautas a bordo do laboratório espacial. As autoridades estão agora a determinar o que está na origem da falha.

Nick Hague e Alexey Ovchinin estavam a caminho da Estação Espacial Internacional para se encontrarem com o comandante alemão Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a engenheira aeroespacial Serena Auñón-Chancellor da NASA e o engenheiro aeroespacial Sergey Prokopyev da Roscosmos. Todos pertencem à expedição número 57, que está na Estação para participar em centenas de experiências nas áreas da biologia e biotecnologia.

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