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Maria Flor Pedroso é a nova diretora de informação da RTP

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Maria Flor Pedroso é a nova diretora de informação da RTP, apurou o Observador. A jornalista substitui Paulo Dentinho, que colocou o lugar à disposição depois de um post polémico no Facebook.

Maria Flor Pedroso a moderar um debate entre os candidatos às últimas eleições presidenciais

MÁRIO CRUZ/LUSA

Maria Flor Pedroso é a nova diretora de informação da RTP, sabe o Observador. A jornalista substitui Paulo Dentinho, que colocou o lugar à disposição depois de ter publicado um texto no Facebook sobre violência sexual, que foi interpretado como uma alusão ao caso que envolve Cristiano Ronaldo e Kathryn Mayorga.

“O diretor de informação da RTP colocou o seu lugar à disposição do Conselho de Administração” e o órgão liderado por Gonçalo Reis “decidiu aceitar a disponibilidade e substituir Paulo Dentinho como diretor de informação da RTP”, refere a empresa em comunicado.

“O Conselho de Administração da RTP decidiu nomear a jornalista Maria Flor Pedroso para o cargo de diretora de Informação de Televisão da RTP, tendo iniciado o processo formal de recolha de pareceres junto da ERC [Entidade Reguladora para a Comunicação Social] e do Conselho de Redação da RTP”, acrescenta o comunicado.

O texto que Paulo Dentinho escreveu esteve menos de uma hora online e foi retirado por vontade do diretor de informação da RTP, mas já tinha começado a gerar polémica e chegado à assessoria de Ronaldo. “Saliento que um cenário de demissão não é por mim equacionável, muito menos justificável neste caso particular, além de que desistir não faz parte da minha forma de estar na vida“, explicou o diretor de informação da RTP ao Observador, acrescentando que não vai contestar a decisão que o conselho de administração da RTP vier a tomar.

No primeiro post publicado pelo jornalista no seu Facebook, de perfil fechado, Dentinho criticava os “homens que violam mulheres”. Já numa segunda publicação, o diretor de informação da RTP voltou a abordar o mesmo assunto: “Há violadas de primeira, violadas de segunda categoria, violadas de terceira categoria, etc. Depende do estatuto delas mas, sobretudo, do estatuto deles. Questão de perspetiva… Um “não” de uma puta — e tem  também ela direito a dizer não — vale nada. É mercadoria. E se o violador tiver a auréola de herói nacional, é puta de certeza, no mínimo dos mínimos uma aproveita sem escrúpulo algum. Logo, puta!”.

Cerca de uma hora depois de os ter publicado, por decisão própria, o jornalista acabou por apagar os posts. “Não por pressão de alguém”, disse ao Observador, mas por reconhecer que usava “linguagem excessiva”.

Licenciada em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa, Maria Flor Pedroso começou a carreira na Rádio Comercial em 1984, passando mais tarde pela RFM. Foi um das jornalistas fundadoras da TSF, tendo posteriormente transitado para a Antena 1 da RDP, estação pública à qual está ligada desde 1997. Atualmente, conduz entrevistas semanais na Antena 1.

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