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Energia Renovável

Iberdrola inaugura parque eólico no mar Báltico sem prever replicá-lo em Portugal

A elétrica espanhola Iberdrola inaugura, no mar Báltico em Sassnitz, na Alemanha, um parque eólico no qual investiu cerca de 1,4 mil milhões de euros, sem planos para replicar o projeto em Portugal.

Getty Images

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  • Agência Lusa

A elétrica espanhola Iberdrola inaugura esta segunda-feira, no mar Báltico em Sassnitz, na Alemanha, um parque eólico no qual investiu cerca de 1,4 mil milhões de euros, sem planos para replicar o projeto em Portugal.

O início deste projeto remonta a 2010, quando a Iberdrola começou a desenhar a estrutura e a planear a aquisição dos direitos sobre a zona marítima, e está em funcionamento desde o final do ano passado com uma capacidade total de 350 megawatts (MW) que permite levar energia a 350 mil lares da região alemã de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, explicou Patrícia Salamanca, uma das responsáveis pelo projeto na empresa que opera em Portugal na produção e comercialização de energia.

Falando aos jornalistas numa visita feita de barco ao parque, Patrícia Salamanca notou que, comparativamente a um parque eólico terrestre, este, localizado a 75 quilómetros da costa, é três vezes superior em potência e em produção.

Questionada pela agência Lusa sobre a possibilidade de criar um parque eólico semelhante em Portugal, a responsável indicou que não consta da estratégia da empresa nem a curto nem a médio prazo, desde logo porque depende de fatores económicos e técnicos.

“Em Portugal parece complicado fazê-lo sem tecnologia flutuante e sem essa tecnologia [ser acessível], não temos nenhuma estratégia definida”, acrescentou.

Quanto às condições necessárias, Patrícia Salamanca vincou que a Iberdrola só investe num país que tenha “um enquadramento regulatório estável” e no qual possa ser aplicada “tecnologia viável do ponto de vista técnico e económico”.

“Estamos claramente a apostar nas [energias] renováveis, nomeadamente na marinha. Se a tecnologia flutuante se converter numa tecnologia acessível e rentável, claro” que haverá investimento, acrescentou.

A infraestrutura segunda-feira inaugurada – Wikinger ‘offshore’ wind farm -, composto por 70 aerogeradores e 280 pilares colocados no fundo do mar, é a segunda eólica flutuante da Iberdrola, sendo que a primeira foi inaugurada em 2014 em Cumbria, no mar da Irlanda, Reino Unido, representando um investimento de 1,6 mil milhões de libras (1,8 mil milhões de euros).

Nos próximos cinco anos, a empresa prevê ter em funcionamento mais cinco: um no Reino Unido (com 714 MW de potência no mar do Norte), dois na Alemanha (um de 10 MW e outro de 476 MW situados junto a este, no mar Báltico), um nos Estados Unidos (de 800 MW na costa noroeste) e outro em França (de 496 MW na costa da Bretanha).

O parque que será esta segunda-feira inaugurado criou 2.000 empregos e resultou de uma parceria com a operadora alemã 50 Hertz, que transporta a energia.

No seu desenvolvimento, contou ainda com as companhias espanholas Navantia e Windar, que produziram as estruturas.

Patrícia Salamanca justificou que a inauguração do parque Wikinger acontece 10 meses depois de entrar em funcionamento por só agora estar totalmente operacional.

“Está a funcionar em plena capacidade e agora já só temos de fazer algumas reparações de pinturas e coisas do género”, concluiu.

No ano passado, a Iberdrola teve lucros de 2,8 mil milhões de euros, mais 3,7% do que em 2017, e investiu perto de 5,9 mil milhões, o que representou uma subida de 38% face ao ano homólogo.

Sediada em Bilbau, Espanha, a Iberdrola opera em 31 países fornecendo energia elétrica e gás natural.

Em Portugal, tem três parques eólicos a operar com uma capacidade de 92 MW nos municípios de Torres Vedras, de Mortágua/Tondela e em Ribeira de Pena.

Em desenvolvimento está o complexo hidroelétrico do Alto Tâmega, que representará um investimento de 1,5 mil milhões de euros para três novas centrais com capacidade total de 1.168 MW.

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