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Vespa asiática está a propagar-se pela região centro do país

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A vespa asiática, ou vespa velutina, uma espécie invasora predadora das abelhas, está a propagar-se pela região centro do país, com ninhos identificados em todo o norte do distrito de Santarém.

ESTELA SILVA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A vespa asiática, ou vespa velutina, uma espécie invasora predadora das abelhas, está a propagar-se pela região centro do país, com ninhos identificados em todo o norte do distrito de Santarém, disse este sábado à Lusa o Comandante Operacional Distrital de Santarém (CDOS).

“Temos relatos em toda a zona mais a norte do distrito de Santarém da existência de ninhos e ultimamente com casos cada vez mais frequentes”, disse Mário Silvestre.

O responsável apelou à população para, no caso de avistar um ninho de vespa velutina, avisar os serviços competentes e não tentar, em qualquer circunstância, destruir o ninho pelos seus próprios meios.

A Proteção Civil de Santarém faz o “acompanhamento e monitorização” dos ninhos detetados e da sua fase de remoção e destruição, em articulação com os municípios.

A vespa velutina é uma espécie não-indígena, predadora da abelha europeia (Apis mellifera), e encontrava-se, até há pouco tempo, circunscrita a concelhos do norte do País.

A Lusa confirmou junto das autarquias e dos Gabinetes de Proteção Civil Municipal casos de avistamento e destruição de ninhos de vespa velutina nos concelhos de Abrantes, Mação, Ourém, Sardoal, Ferreira do Zêzere, Vila Nova da Barquinha e Vila de Rei, todos na região do Médio Tejo, distrito de Santarém.

Os especialistas estimam que cada ninho de vespas asiáticas possa comer meio quilo de abelhas autóctones por dia.

O primeiro ninho no concelho de Vila Nova da Barquinha foi detetado na quinta-feira em Praia do Ribatejo, junto à foz do rio Zêzere, e destruído por uma empresa certificada para o efeito, contratada pela autarquia.

Em declarações à Lusa, o presidente do município, Fernando Freire, destacou as “grandes dimensões” do ninho e os “cuidados de defesa e proteção” tomados na remoção do ninho daquela espécie invasora, que pode albergar, cada um, até três mil vespas e de onde podem sair 150 novas rainhas.

“O ninho estava em cima de um pinheiro, a cerca de 15 metros de altura, e os trabalhos preparatórios para a intervenção e remoção terminaram já de noite, conforme indicam os manuais de procedimento relativamente à forma de lidar com a remoção dos ninhos desta vespa”, disse o autarca, responsável pela proteção civil municipal.

“É à noite que as vespas estão todas recolhidas no ninho”, observou, tendo feito notar que este é “um problema novo e preocupante” para os municípios da região, que não estão preparados para lidar com uma espécie de vespa que pode atacar o ser humano se sentir o seu ninho ameaçado.

Em Sardoal, o comandante dos bombeiros locais, Nuno Morgado, deu conta da remoção esta semana de dois ninhos de vespa velutina, um no beirado de um telhado em casa de habitação, em Andreus, um outro, em Rosa Mana, Alcaravela, no alto de um pinheiro com cerca de 18 metros de altura.

“Era um ninho impressionante, com cerca de um metro de altura e um raio de 60 centímetros”, disse o responsável, que destacou as “dificuldades na deteção dos ninhos”, a “importância de ações de informação e sensibilização para a população”, a par da necessidade “mais formação específica” para os agentes da proteção civil e bombeiros lidarem com o problema.

“A criação e aquisição de equipamentos e as próprias técnicas de destruição de ninhos de vespa asiática têm de evoluir rapidamente para que possamos tentar debelar esta praga”, defendeu.

A introdução involuntária da vespa velutina na Europa ocorreu em 2004 no território francês, tendo a sua presença sido confirmada em Espanha em 2010, em Portugal e Bélgica em 2011 e em Itália em finais de 2012.

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