Rosa Grilo terá agredido uma guarda prisional do Estabelecimento Prisional de Tires, onde se encontra em prisão preventiva por suspeitas de ser a co-autora do homicídio do marido, o triatleta Luís Grilo. De acordo com o Correio da Manhã, a viúva ter-se-á recusado a entregar uma carta que escrevia e pretendia enviar a um órgão de comunicação social. Depois de ver a carta apreendida, a suspeita terá partido para a violência. Rosa Grilo está agora proibida de ter papel e caneta na sua posse.

Desde que foi presa, a 29 de setembro, a viúva tem enviado várias cartas a meios de comunicação, a antigos inspetores da Polícia Judiciária e, mais recentemente, ao amante António Joaquim, também ele em prisão preventiva por suspeitas de ser o co-autor do crime. A carta, de acordo com o mesmo jornal, serviria para acertar com o amante a versão sobre a morte do triatleta.

Esse documento foi, no entanto, intercetado pelos guardas prisionais que a terão encaminhado para o Ministério Público. A carta, que está agora a ser analisada, levou a procuradora a pedir à juíza que acrescentasse uma medida de coação a Rosa Grilo. A juíza deferiu o pedido e a viúva, além de estar presa preventivamente, está também proibida de contactar com António Joaquim.

Nas cartas que tem enviado, a viúva tem reforçado a sua versão dos factos e aquela que contou em tribunal: Luís Grilo terá morrido às mãos de três homens — dois angolanos e um “branco” — que lhe invadiram a casa em busca de diamantes. Segundo a sua tese — que não convenceu nem a PJ nem a juíza de instrução Andreira Valadas –, Rosa teria assistido ao homicídio do marido e sido coagida a simular o seu desaparecimento.

Rosa Grilo e António Joaquim foram detidos no dia 29 de setembro, por suspeitas de serem os autores do homicídio de Luís Grilo. De acordo com a investigação da PJ, o triatleta terá sido morto a 15 de julho. No dia seguinte, a mulher deu conta do desaparecimento às autoridades, alegando que a vítima tinha saído para fazer um treino de bicicleta e não tinha regressado a casa. O corpo acabou por ser encontrado já no final de agosto, com sinais de grande violência, a mais de 100 quilómetros da aldeia onde o casal vivia.