A mulher entrou desesperada, café adentro, pouco passava das 8h da manhã de quarta-feira, em Alverca. Duas horas antes, tinha recebido um telefonema da Polícia Judiciária com um pedido: tinha de ir buscar os filhos, de cinco e 11 anos, a casa do ex-marido, porque ele ia ser detido em breve. Horas depois, ficou a saber-se que o homem, de quem estava divorciada há dois anos, era suspeito de ter matado Luís Miguel Grilo, o triatleta encontrado morto em agosto, em co-autoria com a mulher da vítima, Rosa Grilo.

O relato é feito ao Observador por quem assistiu ao momento, no tal café. O choque não podia ter sido maior: a ex-mulher do suspeito vive muito perto da empresa de informática de Luís Grilo, onde também trabalhava Rosa, como administrativa. Nunca desconfiou de qualquer relação extraconjugal, muito menos com o pai dos dois filhos.

A identidade de António Félix Joaquim foi conhecida apenas esta quinta-feira, um dia depois das detenções, revelada pelo Jornal de Notícias. Funcionário judicial, a exercer funções no Campus da Justiça de Lisboa, vive em Alverca, onde também estudou. É, aliás, dos estudos que conhece Rosa Grilo. A Polícia Judiciária já tinha falado numa “relação de grande proximidade” entre os suspeitos do homicídio, que se conheciam há vários anos. Segundo apurou o Observador, os dois conheceram-se na escola e mantiveram a amizade. Agora teriam “um caso antigo”, mas discreto. De tal forma que, em Alverca, onde ele vive e ela trabalha, ninguém desconfiava do relacionamento. Nunca foram vistos em público, juntos, nas redondezas.

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