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“Lamento profundamente a situação… e preciso de ajuda das autoridades”. O pedido foi feito por Rosa Grilo, na sala de interrogatórios do Tribunal de Vila Franca de Xira. A viúva do triatleta tinha sido detida dois dias antes por suspeitas de ter matado o marido e preparava-se para contar a sua versão dos factos à juíza de instrução. Quis falar, abdicando do silêncio a que tinha direito. Admitindo que já lhe estavam “a faltar algumas coisas”, começou por garantir que “desenrolou-se tudo de outra forma completamente diferente do que está descrito“. Depois, durante várias horas, respondeu ao interrogatório e defendeu a sua tese: Luís Grilo terá morrido às mãos de três homens — dois angolanos e um “branco” — que lhe invadiram a casa em busca de diamantes.

Rosa, que teria, assim, assistido ao homicídio do marido e sido coagida a simular o seu desaparecimento, contava agora a história que garantia ser a verdadeira — uma versão totalmente diferente daquela que foi defendendo nas duas entrevistas que deu antes de ser detida. Dos vidros escuros do carro onde terá sido levada, à cor dos sacos do lixo onde o marido terá sido enrolado, não se poupou a pormenores. Nas declarações oficiais — divulgadas pelo Correio da Manhã –, a suspeita responde firmemente, não precisando de muito tempo para pensar, perante as perguntas da juíza de instrução Andreia Valadas. E isto depois de dois meses do desaparecimento de Luís Grilo, nos quais a viúva escondeu essa tese. Para isso, tem uma explicação: “Eu fui ameaçada de morte e ao meu filho também”.

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