Enfermeiros

Greve dos enfermeiros cancela cirurgias pediátricas no Hospital de Santa Maria

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A greve dos enfermeiros já fez cancelar mais de 5.000 cirurgias, só no Hospital de Santa Maria foram 456. O administrador diz que ainda não foi possível operar nenhuma criança desde o início da greve.

O Hospital de Santa Maria prevê que a greve dos enfermeiros obrigará a cancelar cerca de 1.500 cirurgias

ANTÓNIO COTRIM/LUSA

Desde o início da greve dos enfermeiros, há duas semanas, que o Hospital de Santa Maria não faz nenhuma cirurgia a crianças, disse à TSF Carlos Martins, presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria (Lisboa).

O presidente do Conselho de Administração acrescentou ainda que 456 pessoas ficaram por operar naquela unidade hospitalar e que podem chegar a 1.500 até ao final do mês, que é quando está previsto terminar a greve às cirurgias realizada pelos enfermeiros. Este adiamento das cirurgias vai engrossar as listas de espera, que já são longas.

Em greve estão os enfermeiros dos blocos operatórios do Centro Hospitalar Universitário de S. João (Porto), do Centro Hospitalar Universitário do Porto, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte e do Centro Hospitalar de Setúbal, mas os sindicatos admitem estender a greve a outras unidades hospitalares.

Questionado sobre o alerta lançado na quarta-feira pela Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares de que há doentes em situações graves que estão a ver as cirurgias adiadas devido à greve, Carlos Ramalho, presidente do Sindicato Democrático dos Enfermeiros de Portugal (Sindepor), afirmou à Lusa que essa responsabilidade não pode ser atribuída nem aos enfermeiros nem aos sindicatos. “Nós temos consciência de que esta greve causa prejuízos”, mas os serviços mínimos estão a ser assegurados e todas as cirurgias “urgentes e inadiáveis” estão a ser executadas e “aquelas que possam eventualmente não ter sido executadas é por má gestão dos tempos operatórios”.

Carlos Martins ainda não viu motivos para furar a greve, mas se estiver em causa uma vida ou a qualidade de vida de um doente, pode acontecer. Essa pessoa não ficará sem a cirurgia que necessita, nem que seja preciso recorrer a instituição privada.

O administrador acrescentou que a greve deveria ter acabado 24 horas depois de ter começado. E que é preciso que a greve termine para que as partes interessadas se sentem à mesma mesa para negociar.

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