O Senado norte-americano aprovou esta quinta-feira uma moção de condenação do príncipe saudita Mohammad Bin Salman, onde este é apontado como responsável pela morte do jornalista dissidente Jamal Khashoggi, morto no consulado da Arábia Saudita em Istambul em outubro.

Este desenvolvimento surge depois de, no início deste mês, os senadores já terem dito que Mohammad Bin Salman tinha sido “cúmplice” na morte daquele jornalista. A ajudar à decisão desta quinta-feira, terá estado o facto de a diretora da CIA ter feito um briefing com os senadores na véspera sobre o tema do assassinato da Jamal Khashoggi.

Além disso,  Senado aprovou também a retirada de apoio militar dos EUA à Arábia Saudita, que está diretamente envolvida na guerra do Iémen. De acordo com o Politico, esta decisão foi aprovada com 56 votos a favor e 41 contra.

“Durante demasiados anos, o Congresso tem abdicado da sua responsabilidade histórica e constitucional de determinar se o país está ou não em guerra”, disse Bernie Sanderes, um dos promotores da resolução que visava a retirada do apoio militar dos EUA à Arábia Saudita no Iémen.

Esta decisão, porém, pode ter pernas curtas, uma vez que a Casa Branca já disse que Donald Trump iria vetar uma resolução deste género.