José Mourinho

Pogba, Woodward e um balneário sem norte. Quem é que Mourinho ainda tinha do seu lado?

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José Mourinho foi despedido a meio do terceiro ano em Manchester. Ganhou três títulos mas acumulou discórdias e desavenças, de Pogba ao vice do clube. Quem é que o treinador ainda tinha do seu lado?

O treinador português conquistou uma Taça da Liga, uma Community Shield e uma Liga Europa ao serviço do United

AFP/Getty Images

Esta terça-feira, a meio da terceira temporada em Old Trafford, José Mourinho foi despedido do Manchester United. Os primeiros meses desta época 2018/19 nada mais trouxeram do que recordes negativos e marcas absolutas que fazem com que a saída do treinador português – três vezes campeão inglês pelo Chelsea – não deixe saudades em Manchester. Uma Taça da Liga, uma Supertaça e uma Liga Europa depois, Mourinho é dispensado do clube onde acumulou discussões, desavenças e chatices: e de onde nada mais traz do que uma mancha negra numa carreira cheia de pontos altos.

A última temporada, vazia em títulos, foi o início de uma série de problemas que se embrenharam numa bola de neve de proporções consideráveis que culminou no despedimento desta terça-feira. Mourinho, solução encontrada pelos red devils para colmatar o falhanço na contratação de Jürgen Klopp, é em tudo oposto ao alemão: não é um adepto do futebol espetáculo, mostra-se hoje mais cauteloso do que arrojado e claro, não é naturalmente simpático. Klopp, líder de uma geração promissora do Liverpool que pode muito bem roubar a Premier League ao Manchester City e tem ambições muito palpáveis na Europa, parece ser o arquétipo do treinador tipo que vai ter sucesso nos próximos anos no futebol internacional.

Mourinho, por sua vez, parece representar uma geração que não se revê nos últimos anos do panorama futebolístico e ficou parada numa época recente na cronologia mas distante na filosofia. E, como se isso não bastasse, a passagem do treinador português por Manchester acumulou pontos de discórdia e desgaste que nunca foram solucionados.

Pogba: a discórdia começou no primeiro dia e nem sequer teve bola à mistura

Os problemas com Paul Pogba começaram ainda antes de a bola rolar dentro de campo. O internacional francês realizou a reta final da formação no Manchester United e acabou por integrar o plantel principal na temporada 2011/12, até ser descartado ainda por Alex Ferguson, que tinha preocupações relativamente aos problemas de atitude de Pogba. Depois de quatro temporadas bem sucedidas na Juventus, em que conquistou quatro campeonatos italianos, o francês voltou a Old Trafford e foi recebido com aparato. Para tornar oficial o regresso do jogador, o Manchester United partilhou um vídeo patrocinado pela Adidas onde Pogba surgia ao lado do músico Stormzy, acompanhado pela hashtag #pogback. José Mourinho, também ele acabado de chegar aos red devils, rejeitou por completo a campanha de promoção do francês e defendeu que esta “colocava o jogador acima do clube”. O mote para uma relação tempestuosa que se arrastou ao longo de dois anos estava lançado.

Depois de um início onde a conjuntura reunida parecia apontar para uma ligação tranquila entre treinador e jogador – alimentada por vários elogios de Mourinho, que garantiu que Pogba era “um dos melhores”, defendeu o valor elevado que o clube pagou pelo francês e ainda deu a entender, numa fase embrionária da segunda passagem do médio por Manchester, que este poderia dar um bom capitão –, os problemas começaram a acumular na altura em que Pogba se lesionou, em setembro de 2017, no arranque da segunda temporada da dupla em Old Trafford. Na altura, o The Sun contava que Mourinho tinha ficado furioso com a lesão do francês porque este terá ignorado as recomendações da equipa médica e agravou uma já existente lesão na zona da coxa.

O jogador voltou aos relvados cerca de um mês depois e, pelo menos publicamente, Mourinho não poderia estar mais satisfeito. “Pogba é de uma classe diferente. Voltámos a ter o que tínhamos no início da temporada, com o Paul [Pogba] e o Matic, a crescerem juntos, a ser o motor da equipa”, disse o treinador português na conferência de imprensa depois do jogo com o Chelsea, que viu o internacional francês regressar à competição. 2017 acabou e o Manchester United ainda podia conquistar a Premier League, a FA Cup e ainda estava na Liga dos Campeões. A segunda vaga de discussões chegou com o início de 2018 – e terá sido irreparável.

Em janeiro, durante um jogo com o Tottenham, Mourinho decidiu substituir Pogba quando o relógio estava nos 60 minutos. Claramente insatisfeito, o jogador discutiu com o treinador junto à linha lateral durante largos minutos, até Mourinho lhe dizer para se sentar no banco. Nos nove jogos seguintes, Pogba integrou o onze titular em apenas dois. Os problemas era notórios mas, para o português, “não era o fim do mundo”.

“Mudei alguns jogadores e a intenção não era castigar ninguém. Se castigar alguém também tenho de me castigar a mim, porque somos uma equipa, ganhamos juntos e perdemos juntos. O Paul é um jogador fantástico, um dos médios mais talentosos do mundo. Mas sentar-se no banco durante um jogo não é o fim do mundo”, comentou José Mourinho, quando questionado sobre a austência prolongada de Pogba do lote de opções iniciais. Em março, depois de o francês interromper uma flash interview do treinador depois de um jogo com o Liverpool – Mourinho riu-se para as imagens televisivas mas terá repreendido o jogador em privado –, surgiram notícias de que os dois já não falavam e comunicavam através de Rui Faria, nesta altura ainda na equipa técnica do técnico português.

A discussão entre Mourinho e Pogba junto à linha lateral, depois de o francês ter sido substituído à hora de jogo frente ao Tottenham

Numa manobra orquestrada pelo gabinete de comunicação do Manchester United, Pogba e Mourinho negaram quaisquer problemas em dias consecutivos: o jogador reconheceu que não estava habituado a ficar no banco mas garantiu que “quem sabe é o treinador”; o técnico preferiu atacar a comunicação social, defendeu que nunca teve qualquer “problema pessoal” com Pogba e ainda acrescentou que já não sabe “quem é jornalista ou não, porque hoje em dia qualquer pessoa pode ser jornalista”. A temporada acabou, os red devils falharam os três objetivos principais e terminaram o ano sem títulos e Pogba juntou-se à seleção francesa. Sagrou-se campeão do mundo na Rússia e foi um dos melhores às ordens de Didier Deschamps. Os rumores acerca de uma eventual saída de Old Trafford agudizaram-se – principalmente depois de Pep Guardiola garantir que o empresário do jogador, Mino Raiola, o “ofereceu” ao Manchester City – mas o Manchester United decidiu não vender o médio que custou cerca de 99 milhões de euros em 2016 e Pogba ficou.

A época começou bem, com uma vitória caseira por 2-1 frente ao sempre competitivo Leicester. Paul Pogba abriu o marcador logo aos três minutos, de grande penalidade, e na conferência de imprensa pós-jogo reconheceu a felicidade por ter voltado a ser opção inicial mas não resistiu a atirar algumas farpas: deixando no ar uma dúvida. “Temos de perceber uma coisa: um jogador que é escolhido e está feliz, faz-nos sempre sentir mais confortáveis do que um que não está feliz. É só isso que posso dizer. Há coisas que não posso dizer, para não ser multado”. Mourinho apressou-se a esclarecer que, desde que tinha chegado a Old Trafford, só Anthony Martial tinha sido multado pelo clube (faltou a um treino sem aviso prévio). E acrescentou: “Nunca discutimos. Nunca tivemos uma troca de palavras mais acesa. Respeitamo-nos. Não tenho qualquer problema com ele”. A prova de que esta frase não correspondia inteiramente à verdade chegou no passado mês de setembro.

O Manchester United recebeu o Wolverhampton de Nuno Espírito Santo e não foi além de um empate a uma bola, com um golo de Fred depois de uma assistência de Pogba e a resposta de João Moutinho. O jogador francês teve responsabilidades no golo do médio ex-Sporting e FC Porto mas não foi disso que falou na conferência de imprensa. “Estamos a jogar em casa e devíamos jogar muito melhor contra o Wolves. Quando jogamos em casa temos de atacar, atacar, atacar. Isso é Old Trafford. Estamos aqui para atacar. Esse foi o nosso erro hoje. Mas não sou o treinador, não posso fazer nada. Claro que devíamos mostrar mais opções de jogo mas sou apenas um jogador. É só a minha maneira de pensar”, afirmou. No dia seguinte, os jornais ingleses garantiam que Mourinho – inicialmente descontente com a perda de bola de Pogba que originou o golo do Wolves –, furioso com as declarações do jogador, humilhou o internacional francês no balneário e garantiu ao restante plantel que este não voltaria a usar a braçadeira de capitão.

Cumpriu. E além disso, voltou a excluir Pogba dos onzes iniciais e das principais opções. Já depois de surgirem imagens de uma discussão entre os dois durante um treino, o francês não é titular há três jogos consecutivos para a Premier League e só regressou ao onze contra o Valência, na última jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, num encontro onde Mourinho fez várias poupanças. Esta terça-feira, depois de se tornar pública a saída do treinador português do Manchester United, Pogba foi o primeiro jogador dos red devils a reagir. No Twitter, publicou uma imagem onde surge a sorrir e escreveu “caption this”. Minutos depois, apagou o tweet.

Ed Woodward, o “problema Martial” e a resistência interna

Outro foco de problemas frequentemente sublinhado pela comunicação social inglesa era a relação entre José Mourinho e Ed Woodward, vice-presidente do Manchester United. O inglês de 47 anos, que fez carreira enquanto banqueiro de investimento, chegou ao clube em maio de 2013 para substituir David Gill, na altura da saída de Alex Ferguson, e tem o total voto de confiança da família Glazer, os proprietários dos red devils. A falta de um plano pós-Ferguson que fosse objetivo e tivesse linhas e orientações esclarecidas ficou patente desde o início, quando foi necessário escolher um sucessor para o mítico treinador escocês: a preferência por Jurgen Klopp tanto em 2013 como em 2014, e a consequente contratação de David Moyes e Louis van Gaal, sugere que não existia qualquer estratégia nem plano de ação. O futebol espetáculo de Klopp é em tudo diametralmente oposto à cautela e ao pendor defensivo de Moyes e van Gaal – treinadores mais old school, tradicionalistas e pouco dados à modernização. A escolha de Mourinho, em 2016, engrossou esta teoria.

Na época de estreia, José Mourinho recebeu como presentes de boas vindas Paul Pogba, Zlatan Ibrahimovic e Henrukh Mkhitaryan. O treinador português pediu ainda a contratação de Eric Bailly, promissor defesa central francês que atuava no Villarreal. Na temporada seguinte, os milhões continuaram a sair: chegaram Romelu Lukaku, Nemanja Matic e ainda Alexis Sánchez, em janeiro. Mourinho voltou a pedir um central – desta vez, a escolha recaiu em Victor Lindelöf, sueco a dar nas vistas no Benfica. Na janela de transferências do passado verão, era expectável que o Manchester United atacasse o mercado e fosse um dos clubes com maior investimento, face às lacunas que todos os setores apresentavam e à necessidade de regressar aos títulos depois de um ano em branco. Chegou o brasileiro Fred e o português Diogo Dalot (além de dois guarda-redes ingleses, um do Stoke City e outro do Newcastle, cujas contratações permanecem algo inexplicáveis). Muito se falou da predileção de Mourinho por Yerry Mina, Toby Alderweireld e Harry Maguire, todos eles jogadores que estiveram em destaque no Mundial da Rússia, mas o colombiano juntou-se ao Everton de Marco Silva, o belga ficou no Tottenham e o inglês permaneceu ao serviço do Leicester.

Terá sido Woodward a tomar a decisão final de despedir o treinador português

A janela de transferências fechou e o Manchester United não reforçou a defesa, setor mais frágil e instável da equipa (esta temporada, os red devils já têm mais golos sofridos do que jogos realizados). José Mourinho garantiu que transmitiu à direção do clube os jogadores pretendidos para reforçar a equipa mas que os seus pedidos não foram atendidos. Nos primeiros dias de setembro, a comunicação social inglesa dizia que foi o próprio Ed Woodward a chumbar todas os jogadores sugeridos por Mourinho: o vice-presidente do United terá considerado que, após as contratações algo infrutíferas de Bailly e Lindelöf nas temporadas passadas, o clube não estava disponível para voltar a dispender vários milhões de euros com caprichos do treinador português. Caprichos ou não, a verdade é que a linha defensiva dos red devils continua a ser pouco coerente e oscila entre demasiados jogadores, desde Phil Jones, Bailly, Smalling e Lindelof a Luke Shaw, Ashley Young, Dalot e Valencia.

A resistência interna a José Mourinho e às decisões do treinador português ficou provada no início de setembro quando, dias depois de o The New York Times publicar uma carta de um alto responsável da Casa Branca não identificado que garantia fazer parte de um grupo que frustrava os objetivos de Donald Trump a partir de dentro, a Eurosport tornar pública uma declaração de um insider do Manchester United que dizia que o mesmo se passava nos corredores do clube inglês.

“José Mourinho enfrenta um teste ao seu reinado como nenhum outro treinador moderno o fez no Manchester United. Não é só por causa de Pep Guardiola. Ou que os adeptos estejam amargamente divididos sobre a sua liderança. Ou até mesmo que pode perder Paul Pogba para o Barcelona em janeiro”, começava por explicar a carta, continuando: “O dilema – que ele não compreende totalmente – é que muitos dos altos funcionários da sua administração estão a trabalhar diligentemente de dentro para frustrar parte da sua agenda e aptidões. Eu sei. Sou um deles“.

Ora, o ataque ao mercado de transferências também não foi esquecido pelo autor da declaração. “Para além da sua noção de que a imprensa é ‘o inimigo público’, os impulsos de Mourinho são descontrolados, especialmente quando nos tentou convencer a gastar 80 milhões de libras com o Harry Maguire no último dia de mercado. Depois, 35 milhões pelo Yerry Mina. Depois, 18 milhões pelo Diego Godín. Basicamente, qualquer defesa em que pudesse agarrar. Coube-me a mim, quero dizer, a nós, desautorizá-lo”, podia ler-se. “A origem do problema de Mourinho é a amoralidade. Qualquer pessoa que trabalhe com ele sabe que não se guia por qualquer princípio para tomar as suas decisões. Nenhum outro para além do desejo de preservar o ‘respeito’ que ele sente que merece – e a dedicação para continuar com isso”, acrescentava a carta, que apesar de não esquecer a conquista de troféus como a Liga Europa ou a Taça da Liga, referia que tais vitórias foram obtidas “apesar de Mourinho” e não “por causa de Mourinho”.

A carta publicada pela Eurosport lembrava ainda o episódio que tem Anthony Martial como protagonista – e que terá sido outro foco de discórdia entre José Mourinho e Ed Woodward. “Estava determinado em vender Anthony Martial, um dos nossos melhores avançados. Durante semanas, na digressão aos Estados Unidos, Mourinho queixou-se da licença de paternidade do jogador e mostrou a sua frustração com a sua recusa em regressar mais cedo. Tivemos de tomar uma atitude e começámos a falar com Martial sobre a sua renovação”, adiantava a carta, que foi corroborada pelas notícias dos jornais ingleses dos dias seguintes, que garantiam que foi o próprio vice-presidente a segurar o avançado francês e a recusar propostas do Atl. Madrid e do AC Milan, por considerar que este ainda será “um talento de classe mundial”.

Esta terça-feira, depois de o Manchester United anunciar no Twitter que José Mourinho já não é o treinador dos red devils, a Sky Sports garantiu que terá sido o próprio Woodward a tomar a decisão pessoalmente. “Ele tem sido muito crítico de muitos elementos chave do clube, começando pela tour de pré-época em que andava triste por causa das contratações. Tem andado a chocar com os jogadores desde o início da temporada e obviamente que o último episódio high profile foi deixar Paul Pogba no banco nos últimos três jogos do Campeonato. Muitas pessoas acham que se, de alguma forma, ele não consegue ter Paul Pogba – um campeão mundial – do lado dele, então algo tem de estar a correr particularmente mal e algo vai ter de ceder”, explicou Adam Leventhal, da cadeia de comunicação social britânica.

A (falta de) relação com o plantel e a cereja no topo do bolo com o Huddersfield

A relação de José Mourinho com o plantel do Manchester United deteriorou-se desde o final da temporada passada e parece ter atingido no início da atual um ponto de não retorno. Ainda que as desavenças com Paul Pogba sejam, sem dúvida, o caso mais gritante do distanciamento entre jogadores e treinador, a verdade é que as recorrentes críticas do técnico português a Luke Shaw e Bailly e a saída de Valencia do onzes regulares – o equatoriano é o capitão da equipa, um líder de balneário, foi dos jogadores mais utilizados na época passada e esta temporada só esteve presente em sete jogos – agravaram a desconfiança do grupo em relação a Mourinho.

O lateral Luke Shaw foi um dos mais criticados por José Mourinho

Outro dos fatores que não terá deixado o plantel satisfeito foi a rápida subida de Alexis Sánchez, avançado que só chegou a Old Trafford em janeiro: o chileno transferiu-se para o Manchester United em troca por troca com Mkhitaryan, que rumou ao Arsenal, e rapidamente assumiu a titularidade, a marcação de livres e de grandes penalidades. Ainda que (também) esteja a ser menos utilizado esta época, a verdade é que Mourinho garantiu a Sánchez uma posição de destaque numa equipa onde o treinador português sempre recusou a ascensão de estrelas.

O momento mais crítico chegou no final de outubro, há mais ou menos dois meses, quando o Manchester United perdeu em Old Trafford com o Huddersfield, recém-promovido à Premier League. No final do jogo, Mourinho não se refreou no ataque aos jogadores e garantiu que não se recordava de um encontro onde o desempenho da equipa tivesse deixado tanto a desejar. “Nem sequer me lembro de um particular onde a nossa atitude tivesse sido tão fraca. Quando perco jogos, gosto de perder porque o adversário foi melhor e tinha mais qualidade. Mas quando perco por causa da nossa atitude, isso é muito mau. Ouvi o Ander Herrera, na flash, a dizer que a atitude e a vontade foram fracas. Meu Deus, quando um jogador diz isso, quando um jogador sente isso, acho que deviam ir todos à conferência de imprensa e explicar porquê, porque eu não posso explicar. Preocupa-me, porque se aconteceu hoje, porque é que não poderá acontecer amanhã?”, atirou o treinador. Aconteceu na jornada seguinte e nas que se seguiram. José Mourinho sai do Manchester United pela porta pequena, a meio da terceira temporada em Old Trafford, e deixa o clube a 19 pontos da liderança da Premier League.

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