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Investigação confirma: impacto do helicóptero do INEM “sem probabilidade de sobrevivência”

O gabinete de investigação de acidentes com aeronaves classificou ainda o acidente com o helicóptero do INEM como de "impacto sem probabilidade de sobrevivência".

OCTÁVIO PASSOS/LUSA

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  • Agência Lusa
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O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF) confirmou esta quarta-feira que o helicóptero do INEM que se despenhou em Valongo no sábado, provocando a morte de quatro pessoas, “colidiu com uma torre de transmissão rádio, localizada na serra de Santa Justa” e que a violência do impacto não deixou “espaço útil de sobrevivência” aos ocupantes.

“Esta infraestrutura [a torre] estava licenciada e foi dotada de equipamento de balizagem luminosa no seu topo. Nesta fase da investigação, não é claro se esta balizagem estava operacional no momento do acidente. Após a colisão das pás do rotor principal com o mastro da antena e nas espias superiores, a cabine do helicóptero colidiu ainda com outras duas espias de travamento da torre“, diz ainda a nota informativa divulgada.

O mesmo gabinete classificou o acidente como de “impacto sem probabilidade de sobrevivência”, acrescentando ainda que “não foram encontrados quaisquer indícios de explosão ou incêndio no pré ou pós acidente”.

O sistema transmissor de localização de emergência (ELT) da aeronave foi ativado automaticamente pelo impacto, não sendo no entanto possível localizar os destroços da aeronave através do sinal deste equipamento, provavelmente, devido à antena do sistema ter ficado danificada e sem ligação à nave e equipamento. A violência do impacto associada à posição invertida da aeronave no momento do choque com o solo, não deixaram espaço útil de sobrevivência para os ocupantes. Adicionalmente, as forças de desaceleração excederam largamente as tolerâncias humanas, sendo o acidente classificado como de impacto sem probabilidade de sobrevivência”, acrescentou o gabinete.

O GPIAAF disse ainda ter sido notificado “às 20h42, tendo de imediato deslocado uma equipa de investigação de aviação civil para Valongo; iniciou a coordenação da investigação com as autoridades locais às 7h30 do dia 16 [domingo], com o objetivo de recolha de evidências no local”, acrescentando que “abriu um processo de investigação de segurança às causas do acidente”.

A bordo do helicóptero que se despenhou seguiam quatro tripulantes: dois pilotos e uma equipa médica, composta por médico e enfermeira. A aeronave em causa é uma Agusta A109S, operada pela empresa Babcock, e regressava à sua base, em Macedo de Cavaleiros, Bragança, após ter realizado uma missão de emergência médica de transporte de uma doente grave para o Hospital de Santo António, no Porto.

Esta segunda-feira, o Ministério Público confirmou que abriu um inquérito para investigar a queda do helicóptero, sendo as investigações dirigidas “pelo Ministério Público do DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] do Porto”. O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, determinou à Proteção Civil a abertura de um “inquérito técnico urgente” ao funcionamento dos mecanismos de reporte da ocorrência e de lançamento de alertas relativamente ao acidente.

O GPIAAF informa ainda que a nota informativa “tem caráter provisório e contém apenas um resumo dos acontecimentos tal como conhecidos”, alertando ainda para o facto de que “a investigação de segurança não tem por objetivo o apuramento de culpas ou a determinação de responsabilidades, mas, e apenas, a recolha de ensinamentos suscetíveis de evitarem futuros acidentes ou acidente”.

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