Depois da polémica frase, “menino veste azul, menina veste rosa”, Damares Alves, a pastora evangélica que se tornou ministra no governo de Jair Bolsonaro, aparece agora num vídeo a dizer que a homossexualidade é uma doença e uma aberração. As imagens, captadas em 2014, foram agora divulgadas pela Revista Fórum.

O vídeo antigo chega à imprensa brasileira depois da denúncia de um jovem homossexual, que diz ter sido abusado na infância por um pastor, e que conta à Fórum como foi a “lavagem cerebral” a que foi submetido para deixar de ser gay. Damares Alves é uma das participantes dos discursos de “reconversão sexual” e cuja participação está gravada.

“Não estão a falar só de sexo, eles estão a falar de aberrações, sexo com animais, sexo entre mulher com mulher, homem… eu falei aberração, tu edita isto”, aponta Damares Alves, anos antes de se ter tornado  ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, que assim compara o sexo entre duas mulheres com sexo com animais.

As declarações foram feitas numa clínica de “restauração sexual”, em 2014, ou seja, onde se defende que é possível mudar a orientação sexual de uma pessoa.

Num outro vídeo, Damares Alves afirma que homossexuais e travestis são “doentes”, sublinhando que não é homofóbica. Limita-se a regir-se pelo que está escrito na Bíblia.

“Quem é que acolhe os travesti doentes ou homossexuais doentes? Somos nós, nós não somos homofóbicos, mas de repente declararam guerra contra nós, nós não somos homofóbicos”, disse na altura.

Já após ter assumido a pasta da Mulher, Família e Direitos Humanos do Brasil, Damares voltou a estar no centro de uma numa polémica. Depois de já ter afirmado que viu Jesus numa goiabeira, a controversa governante voltou às bocas do mundo por ter dito o novo Brasil de Bolsonaro dará início a uma “nova era” em que “menino veste azul e menina veste rosa”.