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My City. As cidades vivem nesta app e Braga foi a primeira a recebê-la

Este artigo tem mais de 3 anos

A My City é uma plataforma que dá a oportunidade a locais e turistas de saberem tudo o que se passa na cidade numa só app e em tempo real. Braga foi a primeira cidade a receber o projeto.

A My City foi lançada em Braga em julho do ano passado, mas já há outras cidades nos planos
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A My City foi lançada em Braga em julho do ano passado, mas já há outras cidades nos planos

My City / One Pixel at a Time

A My City foi lançada em Braga em julho do ano passado, mas já há outras cidades nos planos

My City / One Pixel at a Time

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Horário dos transportes em tempo real, alojamento, roteiros, farmácias, eventos na cidade e até avisos da Proteção Civil. Encontrar uma aplicação para cada um destes aspetos, que ajudam a facilitar o dia-a-dia, não é difícil nos dias que correm. Mas, e se houvesse uma só app que juntasse tudo isto? Em Braga já existe. Chama-se My City e consiste numa plataforma que permite aos moradores e turistas verem tudo o que existe e está em funcionamento na cidade.

A plataforma chegou à cidade há seis meses e funciona através da incorporação de beacons – pequenos dispositivos Buetooth de baixa energia que transmitem sinais codificados – que foram instalados na sinalética presente na localidade. Por outras palavras, para que os utilizadores tenham acesso à informação atualizada e recebam alertas e notificações sobre o que mais lhes interessa na cidade, apenas precisam de ter o Bluetooth ou os dados móveis ligados (para assim aceder à informação dos mais de 300 beacons espalhados). Se não tiverem Internet, podem aceder na mesma à informação, ainda que possa não estar 100% atualizada.

A ideia da My City partiu da mente e do trabalho de Jorge Santos e Cláudia Calado, dois administradores da Extradireccional, uma empresa que pretende dinamizar toda a sinalética direcional em vários municípios do país. Neste momento, é Teresa Ferreira quem faz a gestão direta da aplicação, contando com uma equipa externa que trata do software.Começamos a perceber que a sinalética tinha de ser modificada, que era um pensamento ainda muito ‘old school‘ [da velha guarda] e quisemos criar uma aplicação que pudesse funcionar ao mesmo tempo que a sinalética era instalada”, explicou Teresa ao Observador.

A app permite que o utilizador aceda a informação sobre a cidade de uma forma personalizada, uma vez que pode escolher as áreas de interesse e, através da localização do utilizador, o que existe de mais próximo. “Esse é o lado positivo de quem se regista na app: a seleção de interesses. Alguém que tenha interesse na saúde acaba por receber mais informações sobre eventos nessa área, por exemplo. Apesar de receber outros alertas, as notificações enviadas para o telemóvel podem ser só sobre isso”, explicou a gestora do projeto.

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O objetivo, acrescenta Teresa, passou por facilitar um funcionamento inteligente entre cidade e cidadão: “A cidade é inteligente e a sinalética também tem de o ser e tem de estar relacionada com os seus cidadãos, para que se crie um funcionamento pacífico entre as diversas entidades”.

Ao entrar na My City, a aplicação deverá conseguir detetar se o utilizador é um turista ou um residente, não sendo obrigatório fazer um registo. Se o fizer, pode personalizar as notificações e alertas que recebe, de acordo com os seus interesses. No caso dos turistas, as informações são mais direcionadas para tudo o que sejam eventos, roteiros e espaços a visitar na cidade, bem como alertas disponíveis em quatro línguas: português, inglês, francês e espanhol. Já no caso dos residentes, a informação acedida está mais relacionada com aspetos importantes do quotidiano, como o horário dos transportes, farmácias de serviço, alertas da Proteção Civil, avisos sobre incêndios ou acidentes e até as ruas que estão cortadas. Tudo isto em tempo real.

A app da My City permite aceder a áreas da cidade como roteiros, alojamento e alimentação

A app ainda está na fase piloto, mas estamos a desenvolver cada vez mais o projeto, para que tenha cada vez mais informações. Desde alojamento a alimentação, a cultura, natureza, roteiros, eventos, hotéis, museus, reservas de espaços, tudo o que faça a vida na cidade”, explicou Teresa Ferreira ao Observador.

Braga foi a primeira cidade escolhida para receber o projeto por ser “uma das cidades mais jovens do país” e onde estão vários estudantes que “estão preparados, sem dúvida, para receber este tipo de novidade”, explicou Teresa, acrescentando ainda a vontade da Câmara Municipal de Braga em trabalhar com a empresa e ser a principal parceira do projeto. O investimento, conta, partiu da Extradireccional, ainda que não tenham sido revelado valores. Entre outubro e dezembro a app conseguiu chegar a mais de 1.000 utilizadores.

O futuro? Cidades inteligentes e sustentáveis

“É um mundo que muda todos os dias. As cidades inteligentes estão constantemente a modificar a forma como são vistas e aquilo que necessitam para funcionar”. É assim que Teresa descreve a experiência de trabalhar com um projeto que tenta aproveitar o melhor da inteligência da cidade e, ao mesmo tempo, fornecer informação útil aos que fazem parte dela. E porque “as cidades inteligentes são, sem dúvida, o futuro”, a app vai chegar a outras cidades portuguesas. “Acho que somos, sem dúvida, um país cheio de capacidades para o fazer. Temos municípios super jovens e a juventude é a base”, referiu.

A sustentabilidade é também um pilar cada vez mais importante no projeto e, apesar de a empresa ainda estar a trabalhar nesse sentido, Teresa explica que a própria forma de funcionamento da app já é sustentável por si própria. “Acabamos por eliminar muito papel. O único papel que circula na cidade da nossa parte são os flyers no posto de turismo”.

O nosso objetivo é que tudo isto funcione sempre com base na sustentabilidade e as cidades inteligentes, com base numa vida e num conhecimento sustentável, precisam de se desenvolver tecnologicamente sem nunca perder aquela que é a sua realidade, para se manterem fiéis àquilo que são e ao que as torna únicas”, referiu Teresa ao Observador.

Para que a informação esteja sempre atualizada, a gestão da app passa por dois tipos de contactos: um determinado estabelecimento ou organização de evento pode entrar em contacto com os responsáveis da My City e, assim, ter a sua informação na aplicação, ou então a organização faz a pesquisa “para lá de diária de tudo o que acontece na cidade”. “Já me aconteceu, por exemplo, visitar um café em Braga e sabia que eles não estavam ainda na nossa aplicação. Falamos, eles enviaram-nos as informações e passaram a fazer parte da app”, explicou.

Como o projeto ainda está numa fase piloto, os responsáveis vão ouvindo o feedback que recebem dos utilizadores e melhorando o serviço da app, bem como acrescentando a informação nova que vai surgindo. Até porque, o objetivo é também tornar a My City cada vez mais presente na vida de moradores e turistas: “Queremos tornar a aplicação ainda mais necessária, que faça sentido e que, ao longo do dia, facilite o processo de todo o quotidiano e que seja uma necessidade”.

*Texto editado por Ana Pimentel
*Tive uma ideia! é uma rubrica do Observador destinada a novos negócios com ADN português

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