Futebol

Morreu Gordon Banks, o guarda-redes da “defesa do século”

Um golo de Eusébio pôs fim ao maior recorde de um guarda-redes na selecção inglesa: 721 minutos sem sofrer golos. E uma defesa a um remate de Pelé colocou-o nos "100 melhores momentos desportivos".

Gordon Banks conquistou o Campeonato do Mundo por Inglaterra em 1966

Getty Images

Gordon Banks, um dos grandes guarda-redes do futebol, campeão mundial por Inglaterra em 1966 e eleito seis vezes o melhor guarda-redes do mundo pela FIFA, morreu na noite desta segunda-feira. O antigo jogador tinha 81 anos e lutava contra um cancro.

“É com grande tristeza que anunciamos que o Gorden morreu em paz durante a noite”, anunciou a família do antigo jogador em comunicado divulgado pelo Stoke City, clube inglês.

Gordon Banks foi um dos futebolistas que conquistou o único Mundial da história do futebol inglês. No caminho para a final desse mesmo campeonato, o guarda-redes defrontou a seleção portuguesa, a única a marcar um golo a Banks, pelos pés de Eusébio. O golo do Pantera Negra pôs fim a um recorde de 721 minutos sem sofrer golos pela seleção inglesa, um registo que permanece até aos dias de hoje.

Antes de entrar no relvado, frente a Portugal, Gordon Banks “obrigou” o selecionador inglês a voltar para trás para comprar pastilhas elásticas, o seu ritual mais conhecido, para de seguida colar nas luvas de forma a melhorar a aderência.

Esquema da “defesa do século” protagonizada por Gordon Banks

Quatro anos depois, Gordon Banks garantiu um lugar dentro dos “100 melhores momentos desportivos” — um programa televisivo do Reino Unido —, ao ser o autor da defesa do século, em resposta a um cabeceamento de Pelé, no Campeonato do Mundo de 1970, em que a seleção inglesa viria a cair frente à RFA (embora Banks não tenha disputado esse último jogo). No final dessa defesa os dois jogadores tiveram uma pequena conversa que ainda hoje é recordada.

— “Pensei que tinha sido golo”, disse Pelé.

— “Tu e eu”, respondeu Gordon Banks.

— “Estás a ficar velho’ Banksy, costumas parar estas.”, acrescentou em tom irónico o capitão da equipa inglesa, Bobby Moore.

Mais tarde, Banks foi considerado pela Federação Internacional de História e Estatística do Futebol o segundo melhor guarda-redes do século XX, ficando apenas atrás do russo Lev Yashin.

Nascido a 30 de dezembro de 1937, em Sheffield, o guarda-redes deixou a escola após a morte do irmão numa casa de apostas que pertencia ao pai. Aos 18 anos despertou a curiosidade do Chesterfield, um pequeno clube britânico.

Em 1959 deu definitivamente o salto ao ingressar no Leicester City, clube que se sagrou vencedor da Premier League na época de 2015/16. No Leicester, Gordon Banks disputou 356 jogos ao longo de oito anos, antes de ser transferido para o Stoke City, onde em cinco anos disputou 250 jogos.

Em 1972, enquanto estava ao serviço do Stoke City, Gordon Banks teve um acidente de carro que o fez perder uma parte da visão ditando o fim da carreira ao mais alto nível. Em 1977 ainda regressou ao futebol, para disputar 37 encontros ao serviço dos Fort Lauderdale Strikes, um clube norte-americano, onde foi eleito o guarda-redes do ano.

Depois de deixar os relvados, Gordon Banks tentou a carreira de treinador, mas registou apenas curtas e discretas passagens por um conjunto de equipas britânicas de divisões inferiores.

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Alberto Gonçalves
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Se ainda não se restringiu o executivo aos parentes consanguíneos ou afins do dr. Costa, eventualidade que defenderia com empenho, a verdade é que se realizaram amplos progressos na área do nepotismo

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