Estados Unidos da América

Jussie Smollett, ator da série “Empire”, detido por suspeitas de encenar ataque racista

216

Jussie Smollett disse que foi agredido por dois homens, num ataque racista e homofóbico. No entanto, a investigação mudou de rumo e a polícia suspeita que o ator pagou para encenar o ataque.

Jussie Smollett interpreta o papel de Jamal Lyon na série norte-americana "Empire"

Getty Images for VH1 Trailblazer

Começou por revelar que tinha sido atacado na rua durante a madrugada. Depois, dois homens foram detidos, mas libertados sem qualquer acusação e dispostos a colaborar com as autoridades. Agora, Jussie Smollett, ator da série “Empire”, foi detido por suspeitas de prestar declarações falsas às autoridades sobre as agressões racistas de que diz ter sido alvo. A informação foi avançada pelo porta-voz da polícia de Chicago, Anthony Guglielmi, no Twitter.

Foi no final de janeiro que Smollet, que interpreta o papel de Jamal Lyon na conhecida série norte-americana, revelou ter sido atacado no meio da rua quando saiu durante a madrugada para ir a um restaurante da cadeia Subway. A meio do caminho, segundo a versão do ator, dois homens aproximaram-se e atacaram Smollet com murros e um discurso racista e homofóbico. O ator (que na série interpreta o papel de um cantor de sucesso gay) disse ainda que se lembra de ter ouvido a frase “Make America Great Again” e que foi atingido por uma substância química desconhecida na face, com um dos homens a prender-lhe uma corda no pescoço.

Depois de ter tornado o caso público, o ator recebeu de imediato milhares de mensagens de apoio, incluindo do antigo vice-presidente norte-americano Joe Biden, que considerou que o que aconteceu ao ator “nunca pode ser tolerado”. “Temos de nos erguer e exigir que este ódio não volte a ter um porto seguro; que a homofobia e o racismo não tenham lugar nas nossas ruas ou nos nossos corações. Estamos contigo, Jussie”, afirmou no Twitter.

Entretanto, a meio de fevereiro, o rumo da história mudou. Dois homens foram detidos por suspeitas de serem os autores do ataque, mas foram libertados dois dias depois sem qualquer acusação. Os dois homens, Olabinjo e Abimbola Osundairo, concordaram em colaborar com as autoridades depois de terem sido confrontados pelos detetives com provas de que teriam sido eles a comprar a corda utilizada no alegado ataque homofóbico. Segundo Eddie T. Johnson, superintendente da polícia de Chicago citado pela CNNo ator pagou 3.400 dólares (cerca de 3.084 euros) para os dois homens o agredirem.

Nós não somos racistas. Não somos homofóbicos nem somos anti-Trump. Nascemos e fomos criados em Chicago, e somos cidadãos americanos”, disseram os irmãos Osundairo numa declaração dada à CBS Chicago.

Depois de interrogar os dois irmãos, a polícia procurou falar novamente com o ator. Os dois homens argumentaram que o ator encenou o ataque porque uma carta ameaçadora que recebeu anteriormente não mereceu atenção suficiente. Essa carta foi enviada no dia 22 de Janeiro para os Estúdios da Fox, em Chicago, onde a série é filmada, e continha linguagem ameaçadora, bem como uma substância em pó que se acredita que seja um medicamento esmagado. No entanto, o superintendente da polícia de Chicago veio esta quinta-feira revelar que o ator encenou o ataque “porque estava insatisfeito com o seu salário”.

O ator foi agora acusado de conduta desordeira e, caso seja condenado, pode enfrentar entre um a três anos de prisão.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)