Gelson Martins nunca foi propriamente um goleador nos três anos que representou o Sporting nos seniores com Jorge Jesus, mas nunca deixou de estar sempre no top 3 da equipa nos números ofensivos entre golos, assistências e outras jogadas com a melhor conclusão. Na primeira temporada, chegou aos sete golos; na segunda, repetiu o número; na última época, em que bateu o maior registo de encontros oficiais (52), quase duplicou essa marca (13). E foi assim que saiu para o Atl. Madrid.

Três internacionais leoninos apresentaram a rescisão com o clube a 11 de junho, quando já estavam em solo russo para o Mundial de 2018. E houve três desfechos distintos – Bruno Fernandes renovou e ficou (sendo hoje capitão e o melhor marcador da equipa), William Carvalho aceitou anular essa saída unilateral e ser vendido aos espanhóis do Betis; Gelson Martins não chegou a acordo para renovação e acabou apresentado no Atl. Madrid, sem acordo com o conjunto verde e branco depois da proposta recusada pela Comissão de Gestão, bem superiores aos 15 milhões recusados depois por Frederico Varandas.

Destinos diferentes, sortes diferentes. Se Bruno Fernandes é o elemento mais importante do Sporting e William assumiu desde início a titularidade no conjunto de Sevilha, o extremo teve dificuldades ao longo dos seis meses passados nos colchoneros, nunca passando da condição de suplente utilizado… e pouco: realizou apenas 12 encontros oficiais, entre Campeonato (oito), Taça do Rei (dois) e Liga dos Campeões (dois), num total de 446 minutos onde apontou apenas um golo frente ao Sant Andreu. A saída era uma solução inevitável, o sucesso nem nas melhores perspetivas se poderia pensar que fosse tanto.

Desde de que chegou ao Mónaco, onde encontrou o regressado Leonardo Jardim e os portugueses Adrien Silva e Rony Lopes, Gelson Martins jogou os cinco encontros oficiais (422 minutos), um para a Taça e quatro para o Campeonato, e leva números bem melhores do que na primeira metade da temporada: depois das três assistências, três golos noutras tantas jornadas consecutivas, o último esta noite na receção ao Lyon, terceiro classificado da Ligue 1 apenas atrás de PSG e Lille.

O português Rony Lopes, ainda dentro da primeira hora, apontou o outro golo do triunfo que permitiu aos monegascos, que quando Jardim voltou estavam abaixo da linha de água, somar dez pontos nos últimos 12 em disputa, saltando para o 16.º lugar com cinco pontos acima da zona de despromoção. Antes, o Mónaco, que foi campeão francês em 2016/17, ganhou ao Toulouse (2-1), empatou em Montpellier (2-2) e ganhou ao Nantes (1-0), seguindo-se novo triunfo caseiro com o Lyon (2-0).