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O miúdo do momento nem sempre foi feliz. “Estive para deixar o futebol e experimentar outro desporto”, diz João Félix

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Em entrevista à UEFA, João Félix mostrou-se orgulhoso por representar o Benfica. Luís Filipe Vieira e Rui Costa admitem que os encarnados estão a colher os frutos da formação.

Leonel de Castro/Global Imagens

É o nome de que se fala. João Félix volta a estar sob os holofotes e, neste caso, na mira das câmaras da UEFA. Em jeito de antevisão ao jogo desta quinta-feira, frente ao Dínamo de Zagreb, Félix figurou na magazine da Liga Europa. Os encarnados jogam a primeira mão dos oitavos-de-final desta prova na quinta-feira, na Croácia, e o avançado do Benfica concentrará grande parte das atenções.

Tal como já havia dito ao The Players’ Tribune no final de janeiro, João Félix voltou a recordar o tempo em que vestiu a camisola do FC Porto, mas desta feita admitiu ter estado prestes a deixar o futebol. “Numa altura em que não jogava parecia que já não tinha prazer em jogar futebol. Estive mesmo para deixar [o futebol] e experimentar outro desporto”, disse em entrevista à UEFA. A razão pela qual não deixou o futebol? O pai. “O meu pai convenceu-me. Disse-me que não ia ser fácil, mas que tudo era conquistado com sacrifício. Lá ouvi o que ele disse e prossegui no meu caminho”, admitiu.

O jovem avançado voltou a apontar o facto de não ser “muito forte fisicamente”, mas disse fintar as supostas debilidades com “outras caraterísticas”. “Penso um bocado mais à frente. Prevejo as coisas antes de acontecerem, o que me permite estar melhor posicionado, fazer mais passes para a finalização”, contrapõe.

João Félix fez parte da equipa mais jovem a bater o FC Porto em 42 anos e, em declarações à mesma revista, Luís Filipe Vieira reforça a importância de contar com a formação na equipa principal. “Inaugurámos o Caixa Futebol Campus sempre com o pensamento de criar jogadores com a nossa identidade”, começou por dizer. “Pensar no que seria o Benfica do futuro” foi um dos objectivos que definiu quando iniciou o seu primeiro mandato para ter uma equipa onde figurassem “jogadores com essa identidade”.

Rui Costa, um dos alunos que figura no quadro de honra da formação benfiquista, também esteve à conversa com a revista UEFA e está em sintonia com o seu presidente. O atual administrador da SAD encarnada diz estar “muito feliz” por ver que “a aposta na formação começa a dar frutos” e elogia Félix. “O João é mais uma das pérolas que tem saído da formação. É miúdo do momento com todo o mérito. Mas o João é um bom exemplo daquilo que estamos a tentar formar”, admite.

A transição para a equipa A e a importância da Youth League

João Félix recordou também o período que antecedeu a passagem à equipa principal do Benfica. “No início foi um bocado complicado. Passei da equipa B para a A. A envolvência é muito maior, a responsabilidade é muito maior. Com o tempo e com a ajuda das pessoas certas fui conseguindo conciliar isso. Só um lote restrito de jogadores é que joga no Benfica”, reconheceu.

Na opinião do jovem de 19 anos, a Youth League teve um papel importante. “Jogámos contra grandes equipas e jogadores que já jogam a Champions League e são titularíssimos”. O Benfica nunca conseguiu ganhar esta competição. O mais perto que os jovens da formação encarnada estiveram de erguer o troféu foi em 2017. O Benfica chegou à final com o Red Bull Salzburgo, chegou a ir para o intervalo a vencer, mas na segunda parte concedeu dois golos e acabou por ver os austríacos a festejar. João Félix foi titular e acabou por sair aos 73 minutos, dois minutos antes do golo que consumou a reviravolta do Salzburgo.

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