Startups

Estónia. O país mais digital do mundo procura programadores (incluindo portugueses)

220

O país que tem mais unicórnios (empresas que valem mil milhões de euros) per capita procura técnicos de Tecnologias da Informação. Crescimento de startups é tanto que falta mobiliário e t-shirts.

Em 2018, o número de funcionários de startups a entrar no país cresceu cerca de 26% de 2.981 pessoas para 3.763

Getty Images/iStockphoto

O ecossistema de startups na Estónia, o país mais digital do mundo, continua a fervilhar. Mas também precisa de cada vez mais funcionários. Foi a pensar nisso que o Governo estoniano decidiu voltar à campanha Career Hunt 2019, uma iniciativa que serve para atrair profissionais de Tecnologias da Informação de países como Portugal, Turquia, Hungria, Arménia, Geórgia, e Brasil para virem trabalhar para a Estónia.

Os 25 melhores candidatos selecionados de todo o mundo vão poder viajar gratuitamente para a capital numa espécie de tour tecnológica de cinco dias, onde vão ter a oportunidade de conhecer 14 empresas líderes do setor e ter acesso a entrevistas de trabalho. No ano passado, a Career Hunt contou com a participação de 5.500 pessoas de todo o mundo e levou 23 candidatos a estar cara a cara com as empresas. Oito deles já começaram a trabalhar pelas empresas tecnológicas.

É na Estónia que se encontra o maior número de unicórnios (empresas que valem mil milhões de euros) per capita. No início do século, o país foi dos primeiros a introduzir a identidade digital, obrigatória para todos os cidadãos. “O que a nossa experiência nos diz é que há dois marcos importantes: ter uma identidade digital e uma espinha dorsal de todos os sistemas de informação, que ajudem diferentes sistemas a comunicarem entre si. É uma espécie de camada base do nosso e-governo”, sublinhou em 2017 Taavi Rõivas, antigo primeiro-ministro da Estónia, em entrevista ao Observador.

A Estónia é também a sede de grandes empresas como o Skype, a Transferwise, a Taxify e a Veriff. Só em 2018, o número de funcionários de startups a entrar no país cresceu cerca de 26% de 2.981 pessoas para 3.763.

2018 foi um renascimento para a nova onda de startups estonianas. Foram levantados fundos, construidos maiores escritórios e mais pessoas foram contratadas. 2019 será o ano de novas chegadas”, sublinhou Kaarel Kotkas.

Este crescimento tem sido tanto, que já levou à falta de mobiliário e t-shirts no país. Confuso? Por outras palavras, os fornecedores locais estão numa correria para conseguirem atender a todas as encomendas feitas pelo crescente número de funcionários das 550 empresas que existem na Estónia, pois não conseguem satisfazer todos os pedidos relacionados com a mobília para os novos escritórios nem produzir todas as t-shirts que identificam as empresas.

A cidade que mais está a sentir esta falta de equipamento é a capital Tallin. “Precisamos de centenas de cadeiras para os novos funcionários, mas até o IKEA dos vizinhos da Letónia e Finlândia podem apenas oferecer-nos um fornecimento semanal combinado de 20 cadeiras”, explicou Kaarel Kotkas, diretor da empresa de verificação online de identidade, Veriff, citado num comunicado da Work, uma fundação nacional para apoiar o empreendedorismo na Estónia.

Graças ao aumento do número de trabalhadores e de empresas, o problema da oferta alargou-se para as t-shirts, uma vez que os produtores tentam manter-se atualizados com a crescente procura por roupas feitas com slogans e logótipos das startups. A Reet Aus, por exemplo, é uma marca certificada de camisolas feitas de materiais sustentáveis e reciclados, como os materiais excedentes da indústria. Já nesta marca, há pessoas em lista de espera: “Pode levar até sete meses para obter t-shirts da Reet, já que a procura é muito alta”, explicou ainda Kaarel Kotkas.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: cpeixoto@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)