Brasil

Senador pediu armas para os professores, mas o Minstro da Educação discorda

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Em reação ao tiroteio de São Paulo, um senador do partido de Jair Bolsonaro que os professores e os funcionários escolares devem andar armados. O Ministro da Educação diz que não resolve o problema.

Sérgio Olímpio Gomes

LAYCER TOMAZ

Foi a primeira reação de um membro destacado do partido do presidente Jair Bolsonar: o tiroteio que provocou seis vítimas numa escola em São Paulo não teria acontecido se os “os professores e os serventes [funcionários] estivessem armados”. Quem o diz é o senador Sérgio Olímpio Gomes (Partido Social Liberal), mais conhecido como Major Olímpio por ter pertencido à Polícia Militar.

O Ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Rossieli Soares, discordou publicamente de Sérgio Olímpio Gomes, citado pela Folha de São Paulo na quinta-feira. Rossieli considera que colocar armas nas mãos dos professores pode provocar reações indesejadas. “Não acho que mais armas resolverão os nossos problemas“, sublinhou Rossieli.

O Ministro garante que o governo já iniciou um estudo em relações às escolas mais vulneráveis á violência, e que os métodos de defesa serão reavaliados pelo executivo. A escola atacada por dois jovens, em Suzano, não era considerada pelo governo brasileiro como vulnerável.

O senador de São Paulo afirmou na quarta-feira, 13 de março, na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado que o massacre na escola Professor Raul Brasil, em Suzano, não levar a que “os aproveitadores se utilizem da tragédia para falar que o desarmamento é solução”, segundo o mesmo jornal.

Major Olímpio, um fervoroso apoiante do presidente Bolsonaro, é conhecido por ser contra o estatuto de desarmamento e por querer reduzir a idade com que os jovens brasileiros atingem a maioridade — mais concretamente para os 12 anos. E esta tarde voltou a defender no Senado que qualquer jovem maior de 12 anos possa ser presa, mediante avaliação psicológica, porque “bandido não tem idade”.

De acordo com a Polícia Militar brasileira, 10 é o número total provisório de vítimas do massacre de Suzano. Seis eram estudantes e dois eram funcionários, restando ainda os dois alegados autores dos homicídios, com idades entre os 20 e os 25 anos, que ter-se-ão suicidado depois de terem concretizado o ataque com um revólver calibre 38, uma besta e objetos explosivos. Há ainda 10 pessoas feridas, das quais 2 estão em estado grave.

“Entrei em pânico”. Como aconteceu o tiroteio no Brasil]

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