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António Costa

Costa quer “voto de confiança no governo” contra PSD “imoral” e candidato que “não faz nada de útil”

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Se a oposição quer "um cartão vermelho", António Costa pede "voto de confiança" entre críticas a Rangel e Cavaco Silva. Já Pedro Marques acusa o PSD de fazer campanha de “mentiras” e “calúnias”.

ESTELA SILVA/LUSA

António Costa parecia ter ouvido com atenção o discurso que, horas antes, Rui Rio tinha feito no Luso. Se o líder do PSD elencou as razões pelas quais os eleitores não deviam votar no PS, Costa respondeu com um apelo em sentido contrário: “Eu quero ser muito claro: quem não deve não teme e se eles não têm coragem de pedir um cartão vermelho, pois eu não tenho medo de dizer, eu quero pedir um voto de confiança a este Governo, a esta governação, nestas eleições para o Parlamento Europeu”.

Feita a distinção, Costa partiu para o ataque direto ao PSD, como já vem sendo hábito nos últimos dias. O principal partido da oposição “não diz o que quer”, acusou Costa, e sempre “que tem a oportunidade de dizer algo do que pensa, desmascara-se”. Perante cerca de 800 pessoas num jantar comício para apoiantes em Braga, o líder do PS apontou a Cavaco Silva, que esta semana apresentou um livro do “responsável pela política económica do PSD sobre a sua ideia e o seu projeto para o país”. Um projeto que implica “acabar com as 35 horas e repor as 40 horas semanais para os funcionários públicos”,  aumentar o IVA da restauração e o IRS, passando “a obrigar as famílias isentas, porque têm baixos rendimentos, a pagar”. Para António Costa, “isto é injustiça, isto é imoral, isto é o verdadeiro PSD”.

Um partido que, nas palavras do secretário-geral do PS, “não tem como atacar” os socialistas na política, “não tem o que propor” e se limita “a fazer ataques pessoais”. Já com as baterias apontadas a Paulo Rangel, Costa avançou: “Há uma coisa que distingue o nosso cabeça de lista de Paulo Rangel, o nosso é bastante mais novo, tem pouco mais de 40 anos, tem muita experiência de vida, muito trabalho feito ao serviço de Portugal e dos portugueses”. Ou seja, Marques “já deu provas” de trabalho, Rangel “vai continuar a não fazer nada de útil”.

“Que moral tem ele para nos atacar, se não fez nada no Parlamento Europeu?”

E pegando neste mote, Pedro Marques apontou o dedo ao opositor dizendo que à falta “trabalho” e “propostas”, o PSD está a fazer uma campanha baseada “nas falsidades e nas calúnias”, afirmando que “não quer discutir o futuro da Europa, só quer dizer mal”.

Uma campanha, segundo o cabeça-de-lista do partido Socialista às eleições europeias, “que mistura, baralha e engana os portugueses”. “Não vale enganar as pessoas e caluniar as outras candidaturas. Parem com esta campanha das mentiras, apresentem propostas para a Europa, para as poderem discutir. Cheguem-se à frente”, desafia Marques, acrescentando que “a dois meses das eleições” o PSD “não tem uma proposta” para apresentar. “Que moral tem ele para nos atacar, se não fez nada no Parlamento Europeu?”

“Mais emprego, menos pobreza” é a bandeira erguida pelo candidato socialista à Europa, que durante o discurso projetou slides onde avaliou o trabalho de Rangel em Bruxelas, interpretando o ranking europeu do candidato social-democrata no que diz respeito a faltas, votações, declarações, moções ou relatórios, concluindo que Rangel “está no lugar 600”.

“Em 15 anos no Parlamento Europeu não fez nada de relevante, não tem moral para atacar a candidatura do PS.” É dos ataques e das calúnias que diz que tem sido alvo, que Pedro Marques mais fala. “Só ainda não me acusaram do falhanço do acordo entre o Donald Trump e a Coreia do Norte, tudo o resto é culpa do candidato do partido Socialista.”

Oiça as melhores histórias destas eleições europeias no podcast do Observador Eurovisões, publicado de segunda a sexta-feira até ao dia do voto.

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