Rádio Observador

Sindicatos

Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas quer salário de 1.200 euros e redução de idade da reforma

328

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) vai bater-se por salários de 1.200 euros para os profissionais do setor e pela redução da idade de reforma.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O Sindicato Nacional dos Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) vai bater-se por salários de 1.200 euros para os profissionais do setor e pela redução da idade de reforma, devido ao contacto constante com substâncias químicas nocivas à saúde.

Com o início das negociações com a ANTRAM marcado para dia 29, o SNMMP tem já preparada a proposta para um Acordo Coletivo para os motoristas que representa, que lhes garanta melhores salários e condições de trabalho.

“Se somarmos todos os complementos que são atribuídos aos motoristas e o salário base de 630 euros dá um valor próximo de dois salários mínimos e é isso que reivindicamos para salário base, que ficaria indexado ao salário mínimo nacional, acompanhando os respetivos aumentos”, disse o presidente do sindicato, Francisco São Bento, em entrevista à agência Lusa.

Mas os suplementos de transporte nacional e internacional são para manter, segundo o sindicato, pois funcionam como uma espécie de ajuda de custo ao trabalhador deslocado em serviço.

O SNMMP vai também propor a criação de um subsídio de operação de matérias perigosas, no valor de 240 euros, para compensar os trabalhadores pelo contacto constante com matérias químicas.

O reconhecimento da atividade como sendo de “desgaste rápido, para efeitos de reforma” é outra das reivindicações.

Segundo o presidente do sindicato, a ideia é conseguir que cada quatro anos de trabalho com produtos químicos, seja convertido num ano de abatimento na idade de reforma.

Estas são as principais reivindicações que integram a proposta de Acordo Coletivo que o sindicato vai apresentar à associação empresarial.

O SNMMP quer um Acordo Coletivo específico para os motoristas que representa porque não se revê no acordo que existe e que foi revisto no ano passado.

A Associação Nacional de Transportadores de Mercadorias (ANTRAM) e a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), assinaram no final de 2018 um acordo de revisão das condições de trabalho dos camionistas, que prevê um salário base de 630 euros, acrescido de vários subsídios inerentes à função.

Para o presidente do SNMMP, a nova convenção coletiva “está cheia de incoerências e quase não beneficia os trabalhadores, sendo apenas favorável às empresas”.

“No fundo o que nós queremos é um Acordo coletivo que valorize e respeite esta categoria profissional. Não somos melhores nem piores, mas existem diferenças, nomeadamente ao nível das exigências que nos são feitas”, disse Francisco São Bento.

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas foi criado no final de 2018 e tornou-se conhecido com a greve iniciada na segunda-feira, que levou o Governo a decretar uma requisição civil e, posteriormente, a convidar as partes a sentarem-se à mesa de negociações.

A arbitragem do executivo levou a que os representantes sindicais e empresariais chegassem a acordo, na manhã de quinta-feira, ficando o início do processo negocial formal agendado para dia 29 e a paralisação desconvocada.

Francisco São Bento reconheceu a importância da intervenção do Governo, que elogiou, especialmente a do ministro das Infraestruturas e Planeamento, Pedro Nuno Santos.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)