O CDS acusou esta quarta-feira o Governo de ter apresentado um Plano Nacional de Reformas (PNR) que “é o poucochinho socialista” e “disfarçado de verniz orçamental”.

A acusação foi feita pelo deputado e número dois na lista do CDS às europeias, Pedro Mota Soares, num discurso, no parlamento, sobre o PNR e o Programa de Estabilidade.

Em vez de “ambição”, o que o CDS vê é “o imobilismo, é o poucochinho socialista, disfarçado de verniz orçamental”, afirmou o deputado, que insistiu nas críticas ao executivo quanto às cativações ou por, nos últimos anos, ter subido a carga fiscal. E, a exemplo do que tem feito nos últimos dias, o CDS criticou o baixo nível de execução dos fundos comunitários e alertou para o risco de Portugal poder vir a ter de devolver fundos relacionados com o mar.

Mota Soares defendeu algumas alternativas em nome do CDS-PP, como, por exemplo, a descida gradual do IRC para aumentar a atração ao investimento.

Pelo quarto ano consecutivo, o CDS-PP propõe, no parlamento, a rejeição do Programa de Estabilidade, da responsabilidade do Governo. Nos anos anteriores, todas as propostas de rejeição foram chumbadas pela maioria de esquerda na Assembleia da República.