A bolsa de Nova Iorque está esta segunda-feira a negociar no vermelho, depois de o presidente norte-americano ter ameaçado aumentar as tarifas aduaneiras sobre as importações chinesas, pondo em causa um acordo comercial entre os dois países.

Pelas 14:49 (hora de Lisboa), o Dow Jones Industrial recuava 1,35% para 26.149,37 pontos, enquanto o Standard & Poor’s descia 1,43% para 2.903,50 pontos.

O índice tecnológico Nasdaq estava a cair 1,51% para 8.041,85 pontos.

As ações da JD.com, Skyworks, Apple e da Caterppilar, empresas que estão mais expostas ao mercado chinês, eram as que estavam a ser mais penalizadas, segundo a agência financeira Bloomberg.

Donald Trump informou no domingo, na rede social Twitter, que as tarifas sobre as importações chinesas de alta tecnologia iriam aumentar para 25% e que mais produtos chineses iriam estar sujeitos, em breve, a tarifas cujo valor seria igualmente de 25%.

Os analistas consultados pela Bloomberg entendem que este anúncio veio lançar dúvidas sobre se Washington e Pequim estariam a convergir no acordo comercial entre os dois gigantes mundiais, a ponto de poderem fechá-lo.

Os mercados são afetados pela incerteza provocada pelo anúncio de Trump, numa altura em que a economia global está a abrandar.

Wall Street fechou em alta na sexta-feira, com o índice Standard & Poor’s a subir 0,78% para 2.940 pontos e o Dow Jones a avançar 0,62% para 26.470 pontos.

Após duas sessões de perdas, Wall Street recuperou na sexta-feira, animada com a divulgação do relatório do emprego e pelo desempenho das ações da Amazon. O índice Nasdaq encerrou também a subir.

As ações da Amazon registaram na sexta-feira uma valorização, depois de cinco sessões de perdas, o que se deveu ao facto de Warren Buffet ter dito no canal de televisão norte-americano CNBC que um dos seus gestores na Berkshire Hathaway tinha estado a comprar ações do gigante de e-commerce.