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Ambiente

Europa salienta o mau papel dos motores a gasolina

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A Agência Europeia do Meio Ambiente adora “chover no molhado” ou, por outras palavras, chamar a atenção para o óbvio. A troca de unidades diesel por gasolina fez elevar a quantidade de CO2. E muito.

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  • Observador

Os responsáveis pelo ambiente na União Europeia (UE) estão cada vez mais assustados com o resultado que as suas decisões tiveram no ambiente. 2017 foi o primeiro ano em que o volume de dióxido de carbono (CO2) emitido para a atmosfera voltou a aumentar, desde que uma série de medidas destinadas a contê-lo foram implementadas em 2010. E se 2017 foi mau, a situação piorou em 2018 e promete agravar-se ainda mais este ano.

À boleia do Dieselgate, a UE iniciou uma perseguição aos motores a gasóleo, em vez de correr (e punir) apenas com os que ilegalmente poluíam mais do que deviam. As ameaças da UE tiveram como consequência (óbvia) um virar de costas às unidades a gasóleo, por parte dos clientes, em favor daquelas que queimam gasolina. Só em 2018, a procura por modelos a gasolina aumentou no continente 6,5%.

Ora, como os motores a gasolina emitem mais CO2 do que as unidades a gasóleo, o volume deste gás lançado para a atmosfera aumentou, atingindo em 2017 uma média de 118,5 g/km por veículo, ou seja, mais 0,4% do que no ano anterior. Mau sinal, quando a Europa se prepara para punir severamente os prevaricadores que emitam mais do que 95 g/km no final de 2020.

Segundo esta agência europeia, os motores a gasóleo emitem menos entre 10% e 40% de CO2 do que os concorrentes a gasolina, para o mesmo tipo de potência, o que explica os resultados medidos. Paralelamente, devidamente equipados com todos os sistemas de controlo de emissões e gases de escape que hoje são obrigados a montar, os motores a gasóleo não são mais poluentes do que as alternativas a gasolina, sendo sim mais onerosos por necessitar de sistema de tratamentos de gases de escape mais complexos.

Seria mais fácil que, enquanto o mercado segue o seu rumo (lento) em direcção aos veículos eléctricos (a bateria ou a célula de combustível) e electrificados (híbridos e híbridos plug-in), a UE fizesse marcha-atrás nas ameaças sem suporte técnico que fez aos diesel e apenas os obrigasse a cumprir as normas vigentes.

Entretanto a ACEA, conhecida por fazer lobby contra os eléctricos, recorda que segundo dados da própria UE, existem cerca de 150.000 postos de carga de veículos a bateria, sendo necessários à volta de 2,8 milhões em 2030, se vier a confirmar-se o objectivo de então vender 30% de veículos a bateria.

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