A Polícia Judiciária (PJ) informou em comunicado que foram detidas esta terça-feira quatro pessoas suspeitas de terem raptado, com vista à extorsão de dinheiro, o filho de um alto funcionário da Guiné, no final de Janeiro, na zona de Lisboa.

Segundo a PJ, a vítima foi mantida em cativeiro durante três dias, sob ameaças e violência, numa casa no Vale da Amoreira, em Moita, até ao pagamento de regate de cerca de cinco mil euros aos raptores ter sido feito.

Os quatro alegados raptores, três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 40 e os 49 anos, identificados na operação da Unidade Nacional de Contraterrorismo podem vir a ficar em prisão preventiva, enquanto decorre o resto do inquérito, até à acusação do Ministério Público ser feita.

Os suspeitos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para a aplicação da medida de coação junto do Tribunal de Instrução Criminal do Barreiro. São suspeitos dos crimes de rapto, extorsão, coação e posse ilegal de armas.