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Primeira Liga NOS

Linhas de fora de jogo, o (quase) fim dos jogos à segunda e a pausa de inverno: tudo o que muda na próxima época

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A temporada 2019/20 só começa em agosto, mas as principais alterações às regras já são conhecidas. Desde uma pausa de inverno que não é consensual até mudanças na forma como o VAR analisa os lances.

A partir da próxima temporada, o VAR vai poder contar com linhas de fora de jogo nas imagens analisadas

Pedro Rocha / Global Imagens

A temporada 2019/20 da Primeira Liga vai assistir à tentativa de revalidação do título nacional por parte do Benfica, à tentativa de reconquista desse mesmo título por parte do FC Porto, à tentativa de lutar de forma consistente pelo Campeonato por parte do Sporting e à tentativa de manutenção do estatuto de quarto candidato à vitória por parte do Sp. Braga. O Nacional e o Desp. Chaves desceram à Segunda, o Gil Vicente, o Paços de Ferreira e o Famalicão subiram à Primeira e tudo isto, de agosto a maio, vai voltar a agitar os fins de semana dos adeptos de futebol, depois das férias de verão. Mas nem tudo vai ser exatamente igual.

Se a perspetiva de uma pausa de inverno já era uma realidade confirmada nos primeiros dias de maio, a introdução das linhas de fora de jogo nas imagens analisadas pelo VAR e a quase extinção dos jogos à segunda-feira só agora foram reveladas, esta segunda-feira, tanto num comunicado conjunto da Liga de Clubes e da Federação Portuguesa de Futebol como por intermédio da diretora executiva coordenadora da Liga. Sónia Carneiro esteve num evento organizado pela Rádio Renascença e acabou por referir, em primeira mão, que a alteração relativa aos jogos à segunda-feira nas principais competições portuguesas será colocada em prática já na próxima época.

Linhas de fora de jogo nas imagens do VAR

Nas duas temporadas em que esteve em exercício em Portugal, o VAR não teve acesso às linhas de fora de jogo

O vídeoárbitro foi introduzido nas mais importantes competições nacionais em 2017/18, há duas temporadas, e desde então funciona sem acesso a linhas de fora de jogo: ou seja, o vídeoárbitro, quando analisa um lance, olha para a jogada sem quaisquer pormenores artificiais ou gráficos, tendo disponível apenas a imagem real do que se passou. A partir da próxima temporada, o VAR passa a contar com linhas de fora de jogo nas imagens, colocadas em consonância com o último jogador adversário antes do guarda-redes, o que facilitará, em teoria, o detetar de posições irregulares mais duvidosas.

“Depois de um processo de estudo com resultados positivos, a FPF e a LPFP, esta em articulação com os clubes participantes na I Liga em 2019/20, decidiram implementar esta ferramenta”, pode ler-se no comunicado conjunto dos organismos, que acrescenta ainda que se arranca agora uma “fase de reajustes técnicos das condições estruturais e logísticas que garantam que o sistema ficará operacional no arranque da próxima época”. Liga e Federação explicam que a alteração disponibiliza os recursos necessários “de forma a corresponder às exigências da competição”.

O (quase) fim dos jogos à segunda-feira

A exceção à regra acontece em semanas de competições europeias

Na conferência organizada pela Rádio Renascença, Sónia Carneiro garantiu que a Liga vai tentar evitar a calendarização de jogos da Primeira Liga para segundas-feiras. “Houve a perspetiva de limitar os horários, os jogos à segunda-feira só vão acontecer por necessidade. Na próxima época, teremos jogos de sexta-feira a domingo”, afirmou a diretora executiva coordenadora da Liga que, contudo, deixou patente a única exceção à regra. “Não podemos exigir que uma equipa jogue na quinta-feira e depois novamente no sábado. Esse horário ficará em aberto a quem joga na semana anterior, a meio da semana”, explicou, referindo-se às equipas que atuam nas competições europeias.

Sónia Carneiro comentou ainda — e afastou — um eventual regresso ao passado, onde os jogos se realizariam todos durante a tarde de domingo. “Perderíamos o futebol indústria, moderno, não dá para ter marcas a investir e depois ter futebol só no estádio”, sublinhou a diretora da Liga. “O futebol profissional tem vindo a perder posições no ranking da Europa. Isso tem impacto nas receitas do clubes, na promoção do futebol, na competitividade dos clubes a nível interno e na presença dos adeptos. As guerras comunicacionais são uma realidade alimentada por todos os agentes. O futebol só tem interesse enquanto houver adeptos e estes querem um produto cada vez melhor”, sentenciou Sónia Carneiro.

A pausa de inverno que não é consensual

A Primeira Liga pára no fim de semana logo a seguir ao Natal e só volta em janeiro

A interrupção da competição no período entre o Natal e a passagem de ano não é propriamente uma novidade nem um assunto virgem. A pausa de inverno foi confirmada nos primeiros dias de maio e as datas em questão foram avançadas no final do mesmo mês, por intermédio da FPF. A Primeira Liga vai parar no fim de semana de 28 e 29 de dezembro de 2019, ou seja, o fim de semana imediatamente a seguir ao Natal. Segundo o comunicado da Federação, a jornada 14 da Primeira Liga joga-se no fim de semana anterior, o de 15 de dezembro, existem compromissos da Taça da Liga nos dias 21 e 22 de dezembro e o Campeonato só regressa a 5 de janeiro de 2020, para a 15.ª jornada. A interrupção, porém, só se aplica ao escalão principal, já que a Segunda Liga não pára.

A pausa de inverno foi estudada, pensada e colocada em prática pela FPF e pela Liga, num trabalho conjunto dos dois organismos, e assemelha-se àquilo que já acontece noutras ligas europeias — e que já aconteceu, no passado, em Portugal. Ainda assim, as opiniões, mesmo no cerne das duas organizações, são díspares. José Couceiro, antigo treinador e diretor técnico da FPF, defendeu em declarações à Renascença que a pausa é importante “sob o ponto de vista físico e psicológico” dos jogadores. Mas Sónia Carneiro, esta segunda-feira na conferência da mesma rádio, deixou uma crítica clara à decisão.”Na altura em que nos outros países as famílias vão ao futebol, por estarem de férias de Natal, nós vamos ter uma pausa, por vontade dos dirigentes desportivos”, atirou a diretora da Liga.

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