O incêndio que deflagrou cerca das 15h00 foi dado como dominado menos de quatro horas depois. O incêndio chegou a ter duas frentes ativas. Ao Observador, o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Faro confirmou que os trabalhos de “consolidação da extinção” ainda decorriam à noite, mas com “grande parte do perímetro dominado”.

Às 21h15, estavam ainda mais de 150 bombeiros no local (chegaram a estar perto de 300). O presidente da câmara municipal de Monchique, Rui Miguel André, revelou a causa do incêndio, em declarações à CMTV:

Foi um acidente. Posso adiantar que foi uma pessoa que estava a fazer a faixa de gestão de combustível. No uso de uma ferramenta para limpar o seu terreno à volta de casa, acabou por provocar a ignição. A pessoa não conseguiu apagar o fogo imediatamente e originou esta situação”, referiu o autarca.

O alerta (e os antecedentes do ano anterior)

O alerta para o incêndio foi dado às 15h11 na localidade de Chã da Casinha e a intensidade do vento e o terreno foram os principais elementos a condicionar o trabalho dos bombeiros.

Em declarações iniciais à RTP, o presidente da Câmara Municipal de Monchique, Rui Miguel André, tinha referido já que o incêndio deflagrou “numa zona em que estava a ser feita a limpeza de matas”.

“Foi exatamente numa ação de prevenção e limpeza. Este tipo de situações acontecem, infelizmente com bastante frequência, e o que há a fazer é ter um ataque preparado”, disse o autarca.

O presidente da autarquia afirmou ainda que o incêndio atingiu “zonas de particulares” que são muito “complexas, de mato e eucaliptal”.

A serra de Monchique foi palco do pior incêndio do ano passado. O incêndio na serra algarvia rebentou com a onda de calor de agosto do ano passado e demorou uma semana a ser dominado. Arderam mais de 20 mil hectares.