Rádio Observador

Porto

Morreu Aureliano Veloso, antigo presidente da Câmara do Porto e pai de Rui Veloso

2.930

Nascido em Gouveia, foi o primeiro presidente da Câmara do Porto eleito depois do 25 de Abril. Pai de Rui Veloso, tinha 95 anos. Autarquia decretou dois dias de luto municipal.

Aureliano Veloso foi o primeiro presidente democraticamente eleito para a autarquia do Porto depois do 25 de Abril

ESTELA SILVA/LUSA

Autores
  • Maria Martinho
  • Agência Lusa

Morreu, aos 95 anos, Aureliano Veloso, o primeiro presidente democraticamente eleito para a autarquia do Porto após o 25 de Abril e pai do músico e cantor Rui Veloso. Foi eleito como independente pelo PS, nas primeiras eleições autárquicas realizadas no país, governando a cidade entre 1977 e 1980. Em 2011, foi agraciado com a Medalha Municipal de Honra da cidade do Porto.

Segundo o JN, cerimónias fúnebres de Aureliano Veloso realizam-se esta quinta-feira, pelas 16h30 no Tanatório de Matosinhos.

“O engenheiro Aureliano Veloso é uma figura de um enorme relevo na vida cívica da cidade do Porto. Liderando a lista do Partido Socialista, foi o primeiro presidente eleito após o 25 de abril, sendo uma referência para todos os socialistas do Porto”, afirma Manuel Pizarro, presidente da Federação Distrital do Porto do Partido Socialista, numa nota de imprensa.

Para o líder da Distrital do Porto do PS, “o seu irrepreensível percurso profissional e político tornam-no credor da admiração de todos os portuenses”. Pizarro destaca que, “embora o Engenheiro Aureliano não seja natural do Porto, radicou-se na nossa cidade ainda muito jovem, manifestando sempre um enorme apego aos valores da Invicta. Também por isso, o Porto não o esquecerá”, assegura.

“No Partido Socialista, Aureliano Veloso será sempre recordado pela dedicação e afetividade que entregou à cidade do Porto”, conclui Manuel Pizarro.

Marcelo Rebelo de Sousa lembrou o “democrata” e o “homem de princípios e valores”

O Presidente da República sublinhou a dedicação de Aureliano Veloso à causa pública e o seu “contributo decisivo” para a afirmação do poder local. “Figura destacada na vida cívica e política do Norte do país, Aureliano Veloso deu um contributo decisivo para a afirmação e consolidação do nosso poder local”, referiu Marcelo Rebelo de Sousa numa nota publicada no site da Presidência da República.

Destacando a sua “verticalidade de caráter” e as suas qualidades “pessoais e profissionais”, Marcelo Rebelo de Sousa disse que Aureliano Veloso “será recordado como um democrata e como um homem de princípios e valores, e como um cidadão empenhado, de forma exemplar, no serviço à causa pública e ao bem comum”.

Rui Rio: “Era um homem sério e bem-intencionado”

O presidente do PSD, Rui Rio, lembrou Aureliano Veloso como “um homem sério e bem-intencionado”, com quem teve “o gosto de privar” enquanto presidente da Câmara do Porto.

“Presto a minha homenagem ao Eng. Aureliano Veloso, primeiro presidente da Câmara Municipal do Porto eleito democraticamente”, escreveu Rui Rio no  Twitter. O também ex-presidente da Câmara do Porto, que liderou entre 2002 e 2013, acrescenta que “quando no desempenho dessa função”, teve “o gosto de com ele privar”.

Câmara do Porto decretou dois dias de luto municipal

A Câmara do Porto decretou dois dias de luto municipal pela morte de Aureliano Veloso, com início nesta quinta-feira.

Na quarta-feira à noite, a Assembleia Municipal do Porto, por proposta do seu presidente, Miguel Pereira Leite, cumpriu um minuto de silêncio pela morte do ex-autarca. Depois de ter sido conhecida a morte do primeiro presidente da Câmara do Porto democraticamente eleito, Miguel Pereira Leite considerou que, sem prejuízo da apresentação de posteriores votos de pesar em próxima sessão daquele órgão municipal, propor a realização deste minuto de silêncio.

Artigo atualizado às 17h33 de 13/6/2019

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)