Rádio Observador

Bloco de Esquerda

BE escolhe Mário Tomé como mandatário nacional para as legislativas

713

O militar de Abril Mário Tomé será o mandatário do BE nas eleições legislativas. O partido salienta o percurso do militar nas "lutas da esquerda e com uma posição antimilitarista".

NUNO ANDRÉ FERREIRA/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O militar de Abril Mário Tomé será o mandatário do BE nas eleições legislativas, disse à Lusa fonte do partido, que salientou o seu percurso nas “lutas da esquerda e com uma posição antimilitarista”.

Em antecipação à agência Lusa, fonte oficial do BE revelou a escolha do ex-líder da UDP como mandatário nacional nas eleições de outubro, considerando que o perfil do militar de Abril traduz o compromisso com a defesa da paz e direitos humanos.

Mário Tomé, antigo deputado, já tinha sido mandatário bloquista às eleições europeias de 2014.

“A escolha de um militar de Abril, comprometido ao longo das últimas décadas com as lutas da esquerda e com uma posição antimilitarista, traduz o compromisso do Bloco com a defesa da paz e dos direitos humanos”, referiu a fonte.

Segundo o partido, “ao longo das últimas décadas, e os últimos anos não foram exceção, Portugal manteve um alinhamento externo marcado pela subserviência aos princípios da NATO e do eixo transatlântico”.

“O aumento de despesa com a defesa choca abertamente com a ausência de recursos para investir em serviços públicos essenciais”, critica o partido.

Num contexto em que “o extremismo de Trump representa a ameaça crescente de uma escalada belicista”, o BE garante assumir “um compromisso claro” com a defesa da paz e dos direitos humanos, argumentando que tal fica também provado com a escolha de Mário Tomé, antigo deputado.

Nas últimas eleições à Assembleia da República, em 2015, o BE convidou o então coordenador da Comissão de Trabalhadores da AutoEuropa, António Chora, para ser mandatário nacional do partido.

António Chora explicou então, aquando do anúncio do seu nome no Fórum Socialismo 2015, a rentrée bloquista, que aceitou o convite porque no BE “se discute política e alternativas de esquerda realizáveis e coerentes”, “numa altura em que o ilusionismo político é a arma do radicalismo da direita que nos governa”.

O BE já escolheu, na reunião da Mesa Nacional do passado fim de semana, os cabeça-de-lista nos vários círculos eleitorais, tendo aprovado também o programa nacional.

Pelo Porto e por Lisboa, o partido decidiu repetir a aposta das últimas eleições, apresentando a coordenadora Catarina Martins e a deputada Mariana Mortágua, respetivamente.

Voltam também a ocupar o primeiro lugar na lista Joana Mortágua pelo círculo de Setúbal, José Manuel Pureza por Coimbra, João Vasconcelos por Faro e Mariana Aiveca por Beja (em 2015 não foi eleita).

Nas últimas eleições legislativas, em 2015, o BE conseguiu a sua maior bancada parlamentar de sempre e, com 10,19% elegeu 19 deputados, tendo conseguido cinco mandatos nos círculos de Lisboa e Porto, dois em Setúbal e um por Braga, Aveiro, Coimbra, Leiria, Santarém, Faro e Madeira.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Combustível

Uma história de hipocrisia /premium

Paulo Tunhas
452

António Costa precisa, quanto mais não seja por causa da dúbia origem do seu poder, de afirmar constantemente a sua autoridade. Daí também ter encenado um espectáculo sem par.

Eleições

Sonâmbulos. Não passamos de sonâmbulos /premium

José Manuel Fernandes
2.756

Todos os anos o acampamento do Bloco é uma boa oportunidade para recordarmos que aquele partido é formado por radicais e comunistas. Mas que têm mel e levam ao engano. Tudo porque escolhemos ser cegos

Socialismo

Má-fé socialista /premium

José Miguel Pinto dos Santos

Não é a situação social em Portugal muito melhor que na Venezuela — e que nos outros países socialistas? Sim, mas quem está mais avançado na implantação do socialismo, Portugal ou Venezuela?

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)